Segurança Nacional e os tempos de hoje

Segurança Nacional e os tempos de hoje

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Umas poucas empresas transnacionais, com poderio inclusive superior à economia de vários países do mundo, cada vez mais planejam, financiam e implantam seus projetos, sejam em praticamente qualquer país do globo que bem lhes interessar.

Durante a ditadura militar, no Brasil, resgatou-se a ideia da soberania Nacional, ou seja, o governo brasileiro deveria ter sob seu controle ou de brasileiros, de políticas e ações estratégicas para a nação. Por exemplo, a produção de armas de guerra, como avião, munição, foguetes; agricultura forte para a segurança alimentar da nação; sistema financeiro robusto para, em caso de necessidade, o governo poder lançar mão do dinheiro acumulado e fazer uso para atender eventuais necessidade e, por aí a fora.

Para tal, vários planos foram desenvolvidos e, muitos deles, posto em prática: a construção da transamazônica, que tinha o interesse de evitar a perda de território nacional para possíveis países que já mantinham nela até bases militares e sem o conhecimento do governo brasileiro; a construção de usinas nucleares; o Banco Nacional de Habitação (BNH); a ampliação da malha rodoviária por todo o país, etc, etc…

Após, com a redemocratização do país, entra uma leva de brasileiros que, afora o justo desejo de liberdades, principalmente as políticas, passam a ocupar o lugar daqueles que – como bem alertara o então presidente, o gaúcho, João Figueiredo que alertou: “Eles virão e vão se lavar em roubalheiras, corrupção e irão levar o povo brasileiro aos gritos pedir a nossa volta, a volta dos militares”, algo assim.

Bem, o Brasil precisava sim de recuperar espaço no cenário internacional.

A economia, as políticas sociais, o atraso tecnológico, entre outros, resultado do esforço que apesar de hercúleo do regime de exceção, penava pela distância da posse de conhecimento entre o povo de nosso país e de outros países no globo já imensamente adiantado.

Tínhamos ainda quase uma centena de milhões de brasileiros se não analfabetos, analfabetos funcionais ou seja, àquele que diz-se alfabetizado, mas mal sabe escrever, calcular as operações básicas da matemática, entre outros.

Pós militares, o novo governo democrático, um professor, Fernando Henrique, importa e implementa no país, ideia que trouxe consigo, do exílio, no Chile, implementa-o no país, chamado Plano Real.

Das consequências, o LOJ não vai tratar aqui, mas o Brasil tinha uma chance de se modernizar. Havia a disposição da sociedade e a expectativa de transformação do país.

Ao lado, este novo governo que tinha simpatia pelo avanço do processo de redemocratização, dá voz à força que se fortalecia, ao lado, representada na imagem do Partido dos Trabalhadores que, o povo já tinha sofrido bastante, muitos haviam se locupletado com riquezas e, era a vez dos mais pobres acessarem o mel do vespeiro.

Tem início ao novo governo, governo Lula e, este descobre que havia o crédito e, que através do crédito possibilitado ao povo, este poderia consumir e, consumindo, teria privado um pouco de suas tantas necessidades e, assim, a indústria teria que produzir mais, o governo receberia mais, geraria mais emprego e, automaticamente – se pensava – o Brasil teria encontrado seu rumo de grandeza.

Junto, a nova turma, digo, o novo governo, ávido por tanto de tão pouco no passado, busca e identifica as galinhas de ovos de ouro que o governo poderia contar:

A gigante do petróleo, a estatal Petrobras, Correios, Fundo de Pensão, etc…. eram ou melhor, faziam parte das minas que os governantes exploravam. Deus…..

Também não vem ao caso, mas tais políticas também permitiram alguns grandes empresários, que viram o mar de “bonança” que a classe politica ora vivia com intensidade jamais até imaginada, começa a exigir do governo parte do bolo. Outros, menos ‘espertos’, exigem benefícios, como os concedidos: “desoneração fiscal” para empresários; perdão de dívidas ou não cobrança de dívidas para grandes devedores, principalmente do agronegócio e, na questão social, o governo ampliava apoio e endeusamento, dando aos mais miseráveis um quinhão do “respeito” que ele jamais tinha visto ou imaginado alcançar antes.

Tornava-se um deus!

Quando o nível mínimo de sanidade do governo pós Lula começou a ser questionado, até pelo seu padrinho, foi a vez da Força Militar do país sugerir há alguns políticos que promovessem à mudança ou, eles o fariam.

Ao lado, bancam a ação de um magistrado, encarregado de punir os corvos que ora sangram à nação ou, ao menos dar sinal aos abutres que as coisas estavam a indicar mudanças.

Sem citar a forma, “respeitosamente” e indiferente se a mudança indicasse a permanência ou não de algum corvo no comando do país, um novo quadro se desenhava para acontecer.

Ao lado, o “mar” de beneficiados, ante a eminência de perder o pai, se desesperam e voltam-se, a toda força, contra justo àquele que eles colocaram lá.

Inconformados e justificados pelo arroxo agora vivido, motivado pelo choque de realismo de um país quebrado, atiram à ele tão somente as mazelas que provocaram todos juntos.

Da política de segurança nacional…. que segurança se ao se mover o pano, deixamos a mostra a bunda?

Então, o atual governo passa a promover uma série de medias na tentativa de modernizar a economia.

Apesar dos avanços, conseguidos até em pouco tempo, não consegue levar adiante seu projeto e, inclusive, é ameaçado perder o cargo. Claro, arrastando consigo um mar de dificuldades, atrasos, etc.. que não o minimiza pois são frutos de vários governos anteriores, mas é prensado contra à parede pela pressão da grande maioria da nação que reclama “direitos” e direitos e, sem foco, sem qualquer manifestação de interesse em ter, para o próprio bem, grita e berra: queremos melhorias, nem que a ‘vaca tussa’ e que o preço do combustível favoreça não só o caminhoneiro pobre, mas o rico que só roda ou usa o diesel!

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