A X B

   A X B

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 A: Poder Público

B: Povão

 

O A foi criado com a intenção de vir a atender demandas do B ou seja, o poder público foi criado para atender às demandas do zé povão. Povão ou zé ralé, como queiram, onde me enquadro.

No princípio o A, que na verdade merecia ser o B, passou a perna no B e virou A.

Bem, então que o A ou o Poder Público que nascera sendo apenas um e que virou nesta quase 1/3 da sociedade, foi é se especializando e, da função que motivara sua criação, agora esperta e cada vez mais especializada, claro às custas dos bobos dos B, partiu foi para um confronto, ao menos nas maiores (ou piores?) grotas contra seu agora pasmo criador, o B.

No trono, que forjara para si próprio, o A passou a cagar leis…

E, de tanta cagada, e o povo B cada vez mais envolvido na produção do A e, portanto, cada vez mais burro ante à sua própria criação, não teve outra saída que começar a acatar tudo o que o A decide que o B deva fazer.

Gostando do que se tranformara, o B partiu para o próprio apoderamento. Especializou-se e criou um emaranhado de safadezas, de sutilezas e atraiu para si um mar de ‘capacitados especialistas’, pagos claro com os recursos extraído dos já escravizados B, para (riam…não, não riam, é pra chorar!) escraviza-los mantendo todos sob seu controle (dominados).

Hoje, neste mundão de Deus, salvo raras exceções o B é um mísero servil dos A, que apoderados de toda forma possível e imaginada, passam a explorar de toda forma possível e imaginada, dispondo de toda forma possível e imaginada para sua segurança, os tontos B.

Ainda como se não bastasse, os A, criadores de toda espécie de leis e regras que os B terão que cumprir, ainda incutem no atrofiado cérebro beziano que por tudo, ELES é que são os culpados e, se ousarem pensar ao contrário, um mar de especialistas o chamam na Justiça onde o ferram até o ferro que ele já tem por morto.

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