Brasil: ame-o ou deixe-o

Brasil: ame-o ou deixe-o

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Slogam usado durante á ditadura militar, associava-se a uma política ufanista onde as grandiosidades do país, justificavam o fato de que “quem amasse o país (Brasil), teriam tantos e claros motivos que em assim não se portando, seria melhor então que o deixasse e fosse morar em (no exterior) outro lugar”.

, “Brasil: Ame-o”, e “Quem não vive para servir ao Brasil, não serve para viver no Brasil”.

Embora não se questione aqui os motivos para a implantação e uma ditadura, seja militar, seja civil – não é esse o nosso propósito -, há de se entender que nem mesmo quem a eventualmente implante, não seja seu defensor (de uma ditadura). Até pelo que representa para o povo a implantação de um regime do tipo, imposto via utilização do Estado nacional. É terrível.

Também é claro, para os que passam ao largo, pode que esta se desenvolva de forma até imperceptível.

No mundo houve ditaduras da direita e ditaduras da esquerda, todas terríveis e praticamente todas, sanguinárias. Teve e tem ditaduras disfarçadas…

Na Itália, durante o governo Mussoulini, àquele que acabou enforcado pelo seu próprio povo, teve a ditadura onde o regime fascista foi implementado.

Na Alemanha, por exemplo, o regime nazista. Na Rússia, o regime comunista e assim vai.

No Brasil, durante a ditadura militar, nos tempos mais tenebrosos, do governo Ernesto Gaisel, o slogam do Brasil: ame-o ou deixe-o, estava em seu pleno apogeu.

Era o governo do Brasil, o chefe máximo do Executivo determinando ao seu povo o seu comportamento, como uma ordem. A democracia agonizava…

Na ditadura mais sanguinária que se teve notícia, este tipo de slogam se avolumou, mas de uma certa forma muito mais espraiada: Não tinha um slogam específico, que não o “Hey Hitler”, mas uma nova determinação cultural onde quem não acordasse com o novo líder – Adolfo -, deveria “sumir do mapa da Alemanha”.

Assim, os estrangeiros não simpatizantes com a causa do novo regime; os hetero, os judeus, os religiosos fossem da religião que fossem, os poloneses, os austríacos que não aceitassem o jugo do regime, … enfim, seriam tratados como um “nada”, algo inexistente e precisariam, segundo os nazistas, serem eliminados se fossem o caso ou, que deixassem o país se ainda pudessem.

Este tipo de visão totalitária, imposto por poder político que se utiliza do poderio do poder público, ainda está muito vivo entre nós.

Escondido nas periferias do país, o totalitarismo onde todos devam pensar de uma mesma forma, com o objetivo de endeusar, perpetuar o interesse de algum novo maluco, é uma realidade muito próxima. Ainda mais onde os resquícios daquelas culturas, felizmente suprimidas, reprimidas à bala mesmo a custa de tanto sofrimento humano, ainda teima em se levantar.

Seja esfera de poder que for, a democracia precisa ser defendida, ser cultuada e ensinada seus valores às novas gerações. Para tal, a mídia livre e forte é tripé extremamente fundamental e deve ser apoiada por todo o governo e povo que se diga defensor do regime democrático. É ela que ajuda aos demais poderes, as entidades de defesa do regime a se sustentar, a ser respeitado, de não ser substituído por interesses de prováveis loucos criminosos ou, menos, líderes que por vezes motivados a estancar uma situação de caos, tenham que impor, temporariamente, um regime de exceção, até uma ditadura, para salvar uma nação e até o mundo, de algo bem pior.

O direito à manifestação de pensamento; de expressão seja do que for desde que não minimize a honra de alguém ou traga prejuízos injustificados à outro, é cultura que precisa ser exercitada, inclusive nas famílias, nas salas de aulas, no poder político de cada comunidade. Afinal, amando ou não o Brasil; dizendo ou não que o ama, é direito de todo brasileiro viver em sua terra e fazer dela e dela o que bem lhe aprouver, desde que não interfira prejudicialmente nos direitos de seus semelhantes, desde que não desrespeite à lei democraticamente estabelecida por seus representantes legítimos.

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