Agricultura/Pecuária

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Desde a sua implementação, nos inícios do governo, Lula, o Liberdade – O Jornal alertava para as poucas chances de sucesso do programa federal, de incentivo á pequenos produtores rurais,a através das chamadas, agroindústrias.
Além da dificuldade de produção na pequena propriedade, a maioria pressionada pelas grandes lavouras e um sistema que não o favorecem em relação a àqueles, também a questão do mercado era alertado pelo Liberdade. Fato contestado à época quando se imaginava que um criador, por exemplo, de 20 a 50 frangos, iria, de carroça ou de bicicleta levar as penosas para serem mortas há cerca de 15 ou mais quilômetros de distância, retornaria com as mesmas e as levaria para a cidade para serem comercializadas onde, gerariam rendas para a família, Deus….

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Natural de Rincão dos Ataídes onde nasceu e veio a constituir família, o agricultor que não quis se identificar, filho do saudoso amigo, chegou à conclusão que praticamente tudo vem contribuído para a tão falada “limpeza do campo”.
Criado com os irmãos, até a idade adulta junto a família, na propriedade de 48 hectares no Rincão dos Ataídes, o esforço não foi o suficiente e, por fim, acabou por sucumbir aos ‘atrativos’ da vida urbana.
No princípio a lavoura era feita parcialmente a bois. Parte, era destinado à criação de animais.
Com o passar dos anos, veio a possibilidade de se adquirir um trator e em seguida, a necessidade de mais altas doses de adubação e de venenos para combater as novas pragas e novos insos.
Após o falecimento do pai, os filhos já dispersos pelas cidades próxima ‘onde se deslocaram em busca de uma melhor alternativa de vida’, pressionados pelo lavourão que já se aproximava impondo uma necessidade de produtividade já difícil de alcançar e de ir se ajustando às novas necessidades de financiamento bancária, é a vez de voltar e tentar manter ativa ao menos parte da velha propriedade.
Nem os incentivos do governo federal, como a casa ganhada via sindicato, foi o suficiente para sustentar a si e a sua família.
Após algum tempo, volta-se à atividade leiteira, a criação de animais e o plantio do restante da área de aproximadamente, 15 hectares.
Somou à atividade o comércio de alimentos produzidos na propriedade na área urbana do município onde, comercializava do pepino ao leite, entregues com o veículo próprio e que a cada dia via ficar no caminho, nas pedreiras por onde se via obrigado a passar, um pedaço de cada vez.
Via ao lado projetos e mais projetos dos governos passarem ao largo, como mais um benefício esperado que pudesse vir a melhorar sua atividade.
O passo seguinte, foi acabar com a produção de leite, já inviabilizada pelos preços abaixo do possível de ser suportado e o arrendamento de parte da propriedade. A distância entre as possibilidades de uma retomada a cada dia, ficava mais e mais longe.
A solução então foi partir para o comércio de pequenas coisas mercadorias que conseguia via internet.
Mas com um mercado reduzido, com o veículo cada vez mais em pedaços, a necessidade de capitalizar-se que aumentava a cada dia, agora só via como solução a inflação de preços e um vazio agravado pela pressão das grandes lavouras em seu entorno. Nem os bicos conseguidos na cidade, o ajudaram à resistir.
Sim, como tantos, em praticamente todos os municípios do país, a atividade que mais empregava gente, agora torna-se o inferno daquela uma vez que assiste impassível o esfacelamento de seus desbravadores.
Sem qualquer competência do poder público, paternalista e segregador. Pior, no caso, discriminador, a solução foi aceitar a proposta de um dos vizinhos, vender à propriedade e bandear-se – a mode as mágoas e frustrações -, para longe do São Miguel.
Ele segue outros tantos e, outros o seguirão até que não reste tão somente a terra nua, árida e deserta e aí possa não mais saciar a fome dos loucos e, quiçá um dia se ofereça esta aí, para ser repovoada. Se é que quando chegar esta oportunidade – o que se espera -, ainda se encontre possibilidades de vida sobre a terra.
Assim, com a família a tiracolo, lenços e lençois umedecidos pelas tristezas, deixa para trás as últimas imagens de um lugar que um dia, se voltar para matar saudades, é o lavourão para produzir o alimento que vai alimentar o mundo, os cofres de bancos e atirar o nosso povo, os agora donos desta terra, em um quinão dela cada vez mais expremida, moídos, sem terem qualquer chances de sonhar em poder contestar.
Assim, nas grandes planícies do terceiro mundo, os interesses de poder cada vez mais concentrado nas mãos de poucos, se impõem sobre a grande maioria do próprio povo. Mais escravizados porque, sábio, os poderosos lançam mão de tudo quanto tipo de ação, que se somam ou melhoram as já postas, para enganar e continuar a explorar as massas cada vez mais ‘limpas’, cada vez mais inseguras das nações de escravizados. Os mesmos que passam com igual crescimento a defender seus feitores, sabendo que sua fragilidade só aumenta e se ouçarem sequer fugir para alguma beira de estrada, lá serão caçados e trazidos de volta para os novos cativeiros.

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A recente variação do preço do feijão soja, tem deixado produtores inseguros.
Depois da greve dos caminhoneiros e da crise desenvolvida entre China e Estados Unidos, o preço da soja se manteve – por longo período -, em baixa.
Após e, mais recentemente, os preços voltaram a reagir, chegando a uma oferta superior a R$ 80,00/saca.
Hoje, em outra situação inesperada, os preços voltaram a despencar e, do futuro, ninguém sabe.

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Cinco Assentamentos, se espraiam no território de São Miguel das Missões.

Um deles, é o Assentamento Novo São Miguel e que é imagem do sonho de reforma agrária no país.

Na verdade, o desejo de posse da terra, por parte na grande maioria de casos, de pessoas que haviam se desfeito da terra, na verdade o que mais busca é uma nova forma de ocupação da terra, desta, de uma forma assistencialista onde, o Estado, se comprometeria a bancar aos simpatizantes e envolvidos no movimento, uma forma de sustentação baseado na ocupação da terra.

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A piscicultura é hoje a atividade que mais cresce nas Missões e se oferece como uma inovadora matriz de capitalização da pequena propriedade.

Há pouco mais de uma década, a exploração da atividade era considerada primaria, tal eram os recursos de exploração desta fonte de alimento. 

Com a iniciativa de produtores rurais e as cobranças para que se ajustassem as orientações da legislação que a cada pouco impõem aos mesmos uma maior qualificação, os que resistiram acabaram tendo que evoluir e, a consequência vem sendo uma produção espetacular e promissora.

Se bem que a cultura do consumo esteja ainda concentrado – anotem – em praticamente uma semana de cada ano, nos demais dias a oferta passa a ser muito mais limitada e, o consumo, contido ou, praticamente suspenso.

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Produtores rurais, empresários, … ainda na busca de uma alternativa que os possibilite isentar de pagar os altos royalties pelo uso da tecnologia RR, de propriedade da Monsanto.

   7 quilos por bolsa, seria a fração que seria destinado à empresa, pelo uso da tecnologia RR na semente da soja.
   Mesmo alcançando uma alta produtividade, com a semente, muitos agricultores consideram abusivo o percentual acordado em pagar e, de uma forma ou de outra, tentam ludibriar na entrega do grão, mas aos poucos vem reconhecendo que pior seria sem este benefício.

Com baldes, fiscais marcam presença em locais de entrega onde, examinam se é ou não semente geneticamente modificada e, sendo positivo, o produtor não tem como escapar.

Uma das alternativas teria sido disponibilizar um lote de baldes, com sementes pré-selecionadas, todas da Monsanto, assim eles não teriam dúvidas de que alguém possa imaginar não pagar à ‘comissão’.

Outros, contam, estariam lavando a soja com aguardente, até querosene chega-se a pensar, imaginando-se que assim ela perderá as propriedades que a identificam como semente RR

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Produtores de leite, em um mato sem cachorro.
Com investimentos realizado considerável, pequenos produtores de leite encontram-se em um verdadeiro ‘mato sem cachorro’.
E, este não é um fenômeno só de uma região do Estado ou de algum Estado do país, mas comum a toda a categoria, em todos os Estados produtores no país.
A competitividade, a oferta farta do produto e a concorrência com produtores de outros países, como Uruguay, Argentina, onde os custos para fazer pastagens, além das terras serem mais férteis, tornam a vida do produtor nacional um inferno.
No mercado nacional, um universo de burocratas, a cada dia justificam os salários na função pública, criando empecilhos e dificultando mais e mais à vida daqueles que produzem. Para eles, é criar, impor e exigir; Para os produtores, é produzir e tentar sobreviver na atividade ou, descapitalizar-se mais e mais.

Sem praticamente ter saída, o povo aí também paga pelo atraso do país..

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A análise da conjuntura rural, o agronegócio, a pequena propriedade, os reflexos de ambos para o país, a questão social; os interesses que estão por trás da produção de alimentos no Brasil; o meio-ambiente, a economia, os financiamentos, tudo na edição escrita do Liberdade – O Jornal

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Comunidade do Urubucarú, Rincão dos Ataídes; Acesso à São Lourenço e trechos nos Assentamentos, são algumas das comunidades que pedem socorro devido as pedras expostas ou a quantidade de valetas ou a mata tomando conta das trilhas.
Muitos moradores agora se sentem ainda mais motivados a abandonar sua propriedade, como é o caso de um agricultor que concedeu entrevista ao LOJ, contanto que vendeu seu imóvel para não ver-se e a sua própria família entrar em desespero.