Agricultura/Pecuária

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A terra é de Deus!

Pela bondade, pela bonança, pela fartura que pode proporcionar, à terra é a seiva bendita de Deus.
Ao lado dela, como irmã gêmea, as inúmeras fontes, os rios, os mananciais, os mares que hidratam à vida no planeta. Inclusive o nosso corpo com tanto, dela.

E o que fazemos por as duas, como as tratamos, até quando nos responderão com paciência, com fartura tão grande e capacidade de renovação?

Pensemos nisso..

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União as portarias número 61 a 76 que estabelece o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da soja.
O objetivo é reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e também o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja. O Zarc leva em conta recomendações de instituições de pesquisa sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio para reduzir os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários.
“Com a produção nacional de soja estimada em mais de 115 milhões de toneladas e área plantada superior a 35 milhões de hectares, o complexo soja é uma das principais atividades do agronegócio brasileiro. Quase todas as unidades da federação produzem soja, sendo que os estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul concentram mais da metade da produção nacional.
Como qualquer outra atividade agropecuária, o cultivo de soja possui riscos que envolvem questões relacionadas ao ambiente institucional, ao mercado e à produção. Desde 1996, o governo federal disponibiliza a ferramenta do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para apoiar políticas e programas de gestão de risco. O objetivo maior é mitigar as consequências dos riscos agropecuários.
O ZARC tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de cultivares e solos. A metodologia do ZARC da soja leva em conta elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da planta e, consequentemente, na produção da cultura, tais como temperatura, chuva, umidade relativa do ar, água disponível no solo e demanda hídrica.
Além dos aspectos fisiológicos e climáticos, também são considerados, no momento da realização dos estudos, os aspectos fitossanitários preconizados pelas agências de defesa estaduais e recomendados fortemente pela pesquisa.
Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do ZARC para ter acesso aos benefícios do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O zoneamento também é considerado por muitas instituições financeiras quando da concessão de financiamentos do crédito rural, pois possibilita ao produtor acesso aos instrumentos de mitigação de riscos da produção, que servem de garantia nas operações de financiamento do crédito rural.

Ferrugem

A manutenção das janelas de plantio no ZARC também ocorre em função do aumento considerável do risco fitossanitário. Especificamente na cultura da soja destacam-se os riscos de perdas associadas à ocorrência da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.
A doença é considerada uma das mais severas que incidem na cultura, e pode ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção. Nesse sentido, para o estabelecimento da melhor época de plantio da cultura da soja, devem ser considerados também os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários, em conjunto com os riscos identificados na modelagem agroclimática aplicada ao ZARC.
Considerando a alta capacidade mutagênica e a altíssima velocidade de reprodução (um ciclo a cada 7 dias) do agente causal da ferrugem asiática da soja, medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio têm sido recomendadas pelas instituições de pesquisa, com o objetivo de reduzir a sobrevivência do fungo durante a entressafra e de reduzir o número de aplicações de fungicidas ao longo da safra, minimizando a pressão de seleção de resistência aos produtos disponíveis para utilização no seu controle.
A Instrução Normativa nº 2, de 29 de janeiro de 2007, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), concede aos órgãos estaduais de defesa agropecuária autonomia para definição do calendário de plantio para a soja, com um período de pelo menos 60 (sessenta) dias sem a cultura e plantas voluntárias no campo durante a entressafra (vazio sanitário).
Adicionalmente ao vazio sanitário, as recomendações de pesquisas posteriores à norma em referência indicam a necessidade do estabelecimento da “calendarização”, ou seja, de datas-limite para a semeadura da soja, com o objetivo de reduzir o número de aplicações de fungicidas e a pressão de seleção sobre as populações do fungo.

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Profissionais de Topografia, comemoram em São Miguel das Missões, os 30 anos pós formados e o esquartejamento com referência da massa física do planeta relacionado com um satélite através da utilização de GPS.

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No Cavalo-Corvo ou, Urubucarú em guarani, a menina, Joane moe um lote de bergamotas para o consumo da família Sartori durante a temporada da fruta.
Por mais que possa parecer muito, ela e seus outros três irmãos, mais os país, preocupam-se com a possibilidade de vir a faltar o nectar até a próxima temporada, a da melancia.

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Uma das atividades que apresentaram dos melhores crescimentos nas Missões ao Sul do país, a piscicultura que há cerca de uma década atrás arrastava a insegurança de não ter mercado em datas além da proximidade da Páscoa, agora vem mudando esta visão de mercado.
Além do crescimento vertiginoso da oferta, também a demanda não para de crescer e ainda há espaço para mais e mais oferta.
Em contrapartida, a matriz pecuária recua, cedendo cada vez mais espaço para o lavourão, o agronegócio. Porém, não pode-se dizer que oferta de carne tenha reduzido pelo aumento na qualidade da produção, uma vez que mais e mais pastagens, de melhor qualidade, vem compensando a redução da oferta do gado de cria.

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Desde a sua implementação, nos inícios do governo, Lula, o Liberdade – O Jornal alertava para as poucas chances de sucesso do programa federal, de incentivo á pequenos produtores rurais,a através das chamadas, agroindústrias.
Além da dificuldade de produção na pequena propriedade, a maioria pressionada pelas grandes lavouras e um sistema que não o favorecem em relação a àqueles, também a questão do mercado era alertado pelo Liberdade. Fato contestado à época quando se imaginava que um criador, por exemplo, de 20 a 50 frangos, iria, de carroça ou de bicicleta levar as penosas para serem mortas há cerca de 15 ou mais quilômetros de distância, retornaria com as mesmas e as levaria para a cidade para serem comercializadas onde, gerariam rendas para a família, Deus….

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Natural de Rincão dos Ataídes onde nasceu e veio a constituir família, o agricultor que não quis se identificar, filho do saudoso amigo, chegou à conclusão que praticamente tudo vem contribuído para a tão falada “limpeza do campo”.
Criado com os irmãos, até a idade adulta junto a família, na propriedade de 48 hectares no Rincão dos Ataídes, o esforço não foi o suficiente e, por fim, acabou por sucumbir aos ‘atrativos’ da vida urbana.
No princípio a lavoura era feita parcialmente a bois. Parte, era destinado à criação de animais.
Com o passar dos anos, veio a possibilidade de se adquirir um trator e em seguida, a necessidade de mais altas doses de adubação e de venenos para combater as novas pragas e novos insos.
Após o falecimento do pai, os filhos já dispersos pelas cidades próxima ‘onde se deslocaram em busca de uma melhor alternativa de vida’, pressionados pelo lavourão que já se aproximava impondo uma necessidade de produtividade já difícil de alcançar e de ir se ajustando às novas necessidades de financiamento bancária, é a vez de voltar e tentar manter ativa ao menos parte da velha propriedade.
Nem os incentivos do governo federal, como a casa ganhada via sindicato, foi o suficiente para sustentar a si e a sua família.
Após algum tempo, volta-se à atividade leiteira, a criação de animais e o plantio do restante da área de aproximadamente, 15 hectares.
Somou à atividade o comércio de alimentos produzidos na propriedade na área urbana do município onde, comercializava do pepino ao leite, entregues com o veículo próprio e que a cada dia via ficar no caminho, nas pedreiras por onde se via obrigado a passar, um pedaço de cada vez.
Via ao lado projetos e mais projetos dos governos passarem ao largo, como mais um benefício esperado que pudesse vir a melhorar sua atividade.
O passo seguinte, foi acabar com a produção de leite, já inviabilizada pelos preços abaixo do possível de ser suportado e o arrendamento de parte da propriedade. A distância entre as possibilidades de uma retomada a cada dia, ficava mais e mais longe.
A solução então foi partir para o comércio de pequenas coisas mercadorias que conseguia via internet.
Mas com um mercado reduzido, com o veículo cada vez mais em pedaços, a necessidade de capitalizar-se que aumentava a cada dia, agora só via como solução a inflação de preços e um vazio agravado pela pressão das grandes lavouras em seu entorno. Nem os bicos conseguidos na cidade, o ajudaram à resistir.
Sim, como tantos, em praticamente todos os municípios do país, a atividade que mais empregava gente, agora torna-se o inferno daquela uma vez que assiste impassível o esfacelamento de seus desbravadores.
Sem qualquer competência do poder público, paternalista e segregador. Pior, no caso, discriminador, a solução foi aceitar a proposta de um dos vizinhos, vender à propriedade e bandear-se – a mode as mágoas e frustrações -, para longe do São Miguel.
Ele segue outros tantos e, outros o seguirão até que não reste tão somente a terra nua, árida e deserta e aí possa não mais saciar a fome dos loucos e, quiçá um dia se ofereça esta aí, para ser repovoada. Se é que quando chegar esta oportunidade – o que se espera -, ainda se encontre possibilidades de vida sobre a terra.
Assim, com a família a tiracolo, lenços e lençois umedecidos pelas tristezas, deixa para trás as últimas imagens de um lugar que um dia, se voltar para matar saudades, é o lavourão para produzir o alimento que vai alimentar o mundo, os cofres de bancos e atirar o nosso povo, os agora donos desta terra, em um quinão dela cada vez mais expremida, moídos, sem terem qualquer chances de sonhar em poder contestar.
Assim, nas grandes planícies do terceiro mundo, os interesses de poder cada vez mais concentrado nas mãos de poucos, se impõem sobre a grande maioria do próprio povo. Mais escravizados porque, sábio, os poderosos lançam mão de tudo quanto tipo de ação, que se somam ou melhoram as já postas, para enganar e continuar a explorar as massas cada vez mais ‘limpas’, cada vez mais inseguras das nações de escravizados. Os mesmos que passam com igual crescimento a defender seus feitores, sabendo que sua fragilidade só aumenta e se ouçarem sequer fugir para alguma beira de estrada, lá serão caçados e trazidos de volta para os novos cativeiros.

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A recente variação do preço do feijão soja, tem deixado produtores inseguros.
Depois da greve dos caminhoneiros e da crise desenvolvida entre China e Estados Unidos, o preço da soja se manteve – por longo período -, em baixa.
Após e, mais recentemente, os preços voltaram a reagir, chegando a uma oferta superior a R$ 80,00/saca.
Hoje, em outra situação inesperada, os preços voltaram a despencar e, do futuro, ninguém sabe.

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Cinco Assentamentos, se espraiam no território de São Miguel das Missões.

Um deles, é o Assentamento Novo São Miguel e que é imagem do sonho de reforma agrária no país.

Na verdade, o desejo de posse da terra, por parte na grande maioria de casos, de pessoas que haviam se desfeito da terra, na verdade o que mais busca é uma nova forma de ocupação da terra, desta, de uma forma assistencialista onde, o Estado, se comprometeria a bancar aos simpatizantes e envolvidos no movimento, uma forma de sustentação baseado na ocupação da terra.