Geral

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O LOJ, registrou evento na Fazenda Ortiz, há alguns anos atrás.
Na oportunidade, o Liberdade observou e comentou em suas páginas como o povo é preparado e vinha sendo preparado, de forma não bem explícita, para que o povo agisse também como um “admirável gado novo”, tudo à ver com a música, linda por sinal, do cantor, Zé Ramalho:

Vocês que fazem parte dessa massa 
Que passa nos projetos do futuro 
É duro tanto ter que caminhar 
E dar muito mais do que receber
 
E ter que demonstrar sua coragem 
À margem do que possa parecer 
E ver que toda essa engrenagem 
Já sente a ferrugem lhe comer
 
Êh, ô, ô, vida de gado 
Povo marcado 
Êh, povo feliz!
 
A letra, mostra a incrível sensibilidade deste artista nordestino que, capata com suas palavras toda uma leitura não do comportamento humano liberto, mas conduzido e sem que ele perceba, fato representado na foto do LOJ!

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Todos os anos a cooperativa Unimed Missões/RS adere à campanha Outubro Rosa, que visa estimular a prevenção do câncer de mama e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce.

Hoje, são diversos os recursos tecnológicos que ajudam no reconhecimento da doença. Os exames preventivos podem diminuir em até 25% dos casos de morte relacionados ao câncer de mama. Durante o mês de outubro, o Serviço de Diagnóstico por Imagem da Unimed Missões/RS recebe decoração especial, visando recepcionar as clientes que aproveitam o mês para fazer seus exames. O setor disponibiliza de mamografia, ecografia mamária e ressonância de mama, exames que se complementam e são capazes de identificar alterações na área da mama.

No primeiro dia do mês, os colaboradores da cooperativa trabalharam usando a cor rosa, também em apoio à campanha Outubro Rosa. Outras ações estão sendo realizadas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e área de Atenção à Saúde. Uma delas foi a palestra com o médico radiologista, Dr. José Hermes Ribas do Nascimento, voltada aos colaboradores, com o tema Incentivo à Prevenção do Câncer de Mama. Ainda foi realizado o evento “Valorize a mulher que você é”, que abriu espaço para o cuidado das colaboradoras com a saúde e bem-estar, contando com a presença de profissionais de diversas especialidades e instituições.

“A campanha Outubro Rosa é uma oportunidade de, como cooperativa de saúde, ressaltarmos a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de informar sobre a necessidade do autoexame e dos exames de Diagóstico por Imagem. São eles que permitem que, mesmo com a confirmação do câncer, existam maiores chances de cura e de garantir um tratamento de qualidade”, destaca o presidente da Unimed Missões/RS, Dr. Roberto Valandro Bellinaso.

Durante todo o mês, os prédios da cooperativa estão iluminados com a cor rosa, em alusão e homenagem ao movimento.

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No município de Caibaté, a imagem do povo comemorando a Semana destinada a homenagear a Pátria amada, o Brasil

Na ocasião, também deu-se início as festividades da Semana Farroupilha, que acabou sendo outro grande sucesso de participação popular e quando foi anunciado grandes projetos para o CTG Sentinelas do Caaró e para a Comunidade, como condições mais facilitadas à possíveis sócios com renda menor…

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Povo, te conto que quando a gente lá distante, longe, pras bandas da capital, quando fazemos referência a nossa Santo Ângelo, vem sim um suspiro. Suspiro de saudades..
Saudades de um povo carinhoso como só, de um rio que colhe e hidrata ao mesmo tempo como àquela cidade lá nos EUA e que há 200 anos a água é a mesma. A nossa, nisso, não. Ela hidrata, coleta e se vai largar tudo no Ijuí que, por sua vez larga no Uruguai e este, no Oceano.
Lá a gente nem vê.
Mas a minha Santo Ângelo, querida como poucas igual, tem também suas dificuldades. Aliás, como tantas outras cidades nesse nosso enorme país. Tem muita gente pobre, à margem da cidadania; tem muitos animais fazendo o trabalho de tração como escravos que continuam sendo. Mas não nasceram assim.
Tem também muito empresário descontente e, muitos contentes. Aliás, como em muitos outros lugares. Só que aí, um “tiquinho” a mais. Com alguns políticos locais, velhas raposas.
E são estas raposas, espertas, que sabem que para hidratar a casa, a deles, um dos caminhos mais conhecidos é manter alguém como seu escravo e, no caso, para eles aí em Santo Ângelo, alguns municípios na margem da bela capital missioneira, eternamente se prestarão a este papel.
Entre estas sabedorias e outras, as quais algumas discordamos, é vir – por exemplo -, para o São Miguel e nos mostrar com trouxas de pano, vestidos em cavalo, como que a brandir espadas, nos mostrando sempre como heroicos guerreiros. Só veem e mostram coisas belas… digo, as coisas belas que temos aqui. Explico:
Estão habituados a virem aqui, a mídia de alguns políticos daí e mostrar o que a pequena elite, eternamente auto proclamada de nossa representante, vive, vê e cultua: só o belo.
Foto nossa, do povo, que por vezes é considerado um tanto feia, ahh, isso eles não mostram. E tem suas razões: dão a entender ao povo que a nossa realidade é àquela, não a outra, a que realmente vive.
Ainda dão-se ao serviço – como se não bastassem os lacaios serviçais que os hidratam de nossas “boas imagens”, ainda de vir em nossa Casa nos detonar. Sim, nos detonar, caso não aceitemos o cabresto o qual para eles sempre “foi normal”, imaginem?
Mas há novos sinais no horizonte e o tempo dos espertos, dos sanguessugas, neste país começa a encurtar, acreditam?
Que tal se eles, alguns de meus colegas daí falassem das milhares de pessoas que passam por severas necessidades em seu município, a nossa bela Santo Ângelo?.. que tal?.. porque quase nunca os veem?… eles não existem?…. qual o caminho que oferecem para os municípios ao seu redor ou, para eles, àqueles seus próprios cidadãos que alguns de vocês tratam como se fossem um nada, uma mera cifra capaz ou não de votar, a escória da sociedade, os pobres do município?…..
Que tal arranjar um lote a mais ou, de alguma forma possível o número de primeiras-damas para se encarregar da multidão dos mesmos e aí, sim, poder vir detonar com iniciativas caras nas periferias desta matriz capenga ainda sustentada pela velharia que temos e que já muito nos absorve? ….

Povo, te conto que quando a gente lá distante, longe, pras bandas da capital, quando fazemos referência a nossa Santo Ângelo, vem sim um suspiro. Suspiro de saudades..
Saudades de um povo carinhoso como só, de um rio que colhe e hidrata ao mesmo tempo como àquela cidade lá nos EUA e que há 200 anos a água é a mesma. A nossa, nisso, não. Ela hidrata, coleta e se vai largar tudo no Ijuí que, por sua vez larga no Uruguai e este, no Oceano.
Lá a gente nem vê.
Mas a minha Santo Ângelo, querida como poucas igual, tem também suas dificuldades. Aliás, como tantas outras cidades nesse nosso enorme país. Tem muita gente pobre, à margem da cidadania; tem muitos animais fazendo o trabalho de tração como escravos que continuam sendo. Mas não nasceram assim.
Tem também muito empresário descontente e, muitos contentes. Aliás, como em muitos outros lugares. Só que aí, um “tiquinho” a mais. Com alguns políticos locais, velhas raposas.
E são estas raposas, espertas, que sabem que para hidratar a casa, a deles, um dos caminhos mais conhecidos é manter alguém como seu escravo e, no caso, para eles aí em Santo Ângelo, alguns municípios na margem da bela capital missioneira, eternamente se prestarão a este papel.
Entre estas sabedorias e outras, as quais algumas discordamos, é vir – por exemplo -, para o São Miguel e nos mostrar com trouxas de pano, vestidos em cavalo, como que a brandir espadas, nos mostrando sempre como heroicos guerreiros. Só veem e mostram coisas belas… digo, as coisas belas que temos aqui. Explico:
Estão habituados a virem aqui, a mídia de alguns políticos daí e mostrar o que a pequena elite, eternamente auto proclamada de nossa representante, vive, vê e cultua: só o belo.
Foto nossa, do povo, que por vezes é considerado um tanto feia, ahh, isso eles não mostram. E tem suas razões: dão a entender ao povo que a nossa realidade é àquela, não a outra, a que realmente vive.
Ainda dão-se ao serviço – como se não bastassem os lacaios serviçais que os hidratam de nossas “boas imagens”, ainda de vir em nossa Casa nos detonar. Sim, nos detonar, caso não aceitemos o cabresto o qual para eles sempre “foi normal”, imaginem?
Mas há novos sinais no horizonte e o tempo dos espertos, dos sanguessugas, neste país começa a encurtar, acreditam?
Que tal se eles, alguns de meus colegas daí falassem das milhares de pessoas que passam por severas necessidades em seu município, a nossa bela Santo Ângelo?.. que tal?.. porque quase nunca os veem?… eles não existem?…. qual o caminho que oferecem para os municípios ao seu redor ou, para eles, àqueles seus próprios cidadãos que alguns de vocês tratam como se fossem um nada, uma mera cifra capaz ou não de votar, a escória da sociedade, os pobres do município?…..
Que tal arranjar um lote a mais ou, de alguma forma possível o número de primeiras-damas para se encarregar da multidão dos mesmos e aí, sim, poder vir detonar com iniciativas caras nas periferias desta matriz capenga ainda sustentada pela velharia que temos e que já muito nos absorve? ….

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Sempre em honra a nosso Deus
Esta é mais uma missão
Abraçamos a tradição
E nos entregamos com fé
Aqui no meu Caibaté
Que me adotou como filho
Eu repito em estribilho
Gratidão pela confiança
Porque a generosa lembrança
Me enaltece em tanto brilho.

Bendizemos os três mártires
Sem apegos a minúcias
Salve a nossa SANTA LÚCIA
Na Claridade de caminhos
O tempo é o nosso alinho
E ele é o senhor da razão
Tudo é entregue ao coração
Desconhecemos outra forma
E adotamos como norma
Força, Luz e Proteção.

Saudamos as autoridades
Sem forma protocolar
Porque vamos nos irmanar
Na igualdade da empreitada
Sozinhos, não somos nada
E eu peço a Deus ombros fortes
Para aguentar o suporte
E nesta cadeia de união
Fazemos elos das mãos
Na base que nos conforte.

Nós vivemos o presente
Embasados no passado
Na lembrança de legados
Concretos de corpo e alma
E é isso que nos acalma
E guiando, nos energiza
Porque o chão que a gente pisa
É Bento por natureza
E é daqui que vem a certeza
De que um sonho se realiza.

Conclamo darmos as mãos
Desde o CAPATAZ GERAL
A união é primordial
E é assim que se faz
E junto ao SOTA CAPATAZ
E o AGREGADO FIEL
Todos cumprindo um papel
E é isso que nos iguala
Quando o AGREGADO DAS FALAS
E perfeito igual cinzel.

As INVERNADAS ARTÍSTICAS
ESPORTE E CULTURAL
São artes de cunho social
Nesta terra missioneira
Mais a INVERNADA CAMPEIRA
E a INVERNADA DO CHURRASCO
Ninguém aqui fará fiasco
Todos somos solidários
Seguimos o itinerário
Em terra firme e penhasco.

Ressaltamos os PATRÕES DE HONRA
E o CONSELHO DE VAQUEANOS
Nós não somos soberanos
Mas sim, eternos aprendizes
E aqui as bases, as raízes
Sempre serão consultadas
Porque são vozes abalizadas
DO SENTINELAS DO CAARÓ
E apagam qualquer pó
De maneira mais respeitada.

E felizes relembramos
SEIS DE AGOSTO DE MIL NOVECENTOS E SESSENTA E SETE.
A história hoje se repete
Já se vão CINQUENTA E DOIS ANOS
Recordamos os mesmos planos
Aonde só existia um terreno
Mas ninguém pensava pequeno
E o “presente” assim se expande
Ao ver o SENTINELA DO RIO GRANDE
Com um novo projeto bueno.

O SENTINELA DO CAARÓ
É o guardião Riograndense da Cultura
E a nossa essência é tãopura
Mas nobre, em ser Sentinela
Poruqe aqui se revela
Arte, misticismo e história.
Uma fé em honra e glória
Orgulho destas Missões
Que enriquece gerações
Em anos luz de trajetórias.

E ali na SERRINHA DO URUBUCARÚ
Viveu o meu bisavô ORTÊNCIO
Que no seu eterno silêncio
Percorre nas minhas veias
E este sangue me rodeia
Porque aqui estou enraizado
É um pedado do passado
Que me energiza para a frente
Sendo humano e transparente
Sempre que for precisado.

Parabéns a todos os Pais
Nesta data consagrada
O Pai das mãos calejadas
E o Pai que usa a tecnologia
É o mesmo abrigo da cria
Porque ser Pai é um esteio
É o Sinuelo de um rodeio
Que ensina abrindo caminhos
E asa vezes a mãe, “é um Pai sozinho”
Apoiada em nosso meio.

Finalisando a mensagem
Eu e a Cláudia agradecemos
Por tudo o que aqui vivemos
O SENTINELA é uma família
Uma constelação que brilha
Aonde o respeito impera
O presente, e outras eras
São notas de uma harmonia
Cadenciadas dia a dia
Que o tempo não destempera.

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Ai, foto do povo de São Miguel, mostrando ao mundo o quanto ele é um povo bonito.
Claro, nada que se diga: “ahh, são lindos! ou, ahh, são uns bichos!”, pelo contrário, é um povo mesclado, nem lindos, nem de matar de susto. Somos um povo em construção. Ou seja, já fomos piores. Agora, somos melhores e foi-se o tempo em que, quando um vivente nascia, o médico dizia à mãe: Se não latir em três dias, pode criar que deve ser gente!

Então….?

0 86

O LOJ tem dissertado, incansavelmente, sobre nosso povo, suas atribulações, seu desenvolvimento e algumas considerações que devem ser levado em conta. Tais como, o êxodo campo-cidade e o EFEITO DA PERDA DE VALORES, DE REFERÊNCIAS em uma sociedade em violenta transformação social e que não permite tempo para interpretações mais adequada para se evitar fenômenos como depressão, suicídio, etc…

Neste contexto, o poderio e apoderamento de alguns ‘grupelos’, do próprio poder politico, contribuem e em muito para agravar esta situação. E, nele, quem porventura se arriscar e à própria vida em denunciar tais desmandos, é sim esmagado, de uma forma ou de outra.

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                  Nem bem chegou a tardinha e o céu parece que resolvera, outra vez, lavar a alma daqueles que – contam – ainda pairam sobre a velha catedral jesuítica, capital natural dos 7 Povos; povos missioneiros ao sul do Brasil.
Não vai longe quando ouvia o velho e agora saudoso, João Paiva me repetir: “Sartori, por sobre este campo, aí sobre as velhas ruínas pairam centenas, milhares daqueles que foram assassinados ou mortos depois pela fome, pelas feras pelas doenças”.
Para quem conhece São Miguel das Missões, pode até que passe como natural; para quem não conhece ainda, temos a certeza que quando ousar nos visitar, “sentirá coisas”. Sim, uma espécie de arrepio que corre de onde começa a nascer cabelo até o calcanhar – os dois.

Ainda lembro daquele dia, pela segunda vez que àqueles santos me contrataram a mim e a minha filha para fazermos a cobertura de um evento que – segundo suas intenções -, de aí orar e cantar, aconteceria na parte interna do Sitio. Espaço amplo por demais…

E, pela segunda vez, tiveram seu pedido negado. “Que fossem realizar seu evento do outro lado do cercado!”, imaginamos que devem ter ouvido.

E, assim foi. Debaixo de um vendaval, lá estavam eles orando, pedindo para que só a bondade no mundo tivesse espaço, só ela fosse vista.

Mesmo que lá dentro, digo eu que vos escrevo, próximo a tantas imagens cuidadosa e milagrosamente esculpida pelos guaranis e jesuítas, o flash da máquina, um que outro risco poderia motivar o indesejável. E, 
creiam, aconteceu.

No segundo dia, passa por São Miguel o segundo tornado que se tem registro na história.

O que ‘ascuscedeu’ é coisa para outra ocasião eu vos contar. Mas contam que alminha alguma daquelas se moveu aí de lugar. Pelo contrário, estão tão presas à terra que ainda esperam por liberdade; por libertação e que traga junto o tão sonhado respeito, àquilo que considera que todos são iguais e capazes, coisa bastante difícil ainda de se acreditar.