Políticas Sociais

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-O ex governador de São Paulo, atropelado por seu pupilo, Doria, aponta as canhoneiras contra Jair Bolsonaro, “culpado por sua desgraça” política de não ter se elegido presidente do país.
-No Pará, onde estão as piores estradas do país e, no Nordeste, são os espaços que restaram ao Partido dos Trabalhadores explorar no mercado eleitoral do país.
Também, no Rio Grande do Sul, o partido ficou com expressivo peso, principalmente na região missioneira, com algo bastante similar às demais: ser uma das regiões com problemas sociais mais graves da nação brasileira.
-Fernando Haddad, disse que depois de mais calmo, encontrou forças para cumprimentar, por mensagem, seu adversário Bolsonaro que, por sua vez, retribuiu ao gesto, dizendo que o país escolhera o melhor para si.
-O violentíssimo trauma, imaginado, daqueles que perdem esperanças várias, com a eleição de Jair Bolsonaro; dos que temem ou perdem tetas gordíssimas; da ameaça à continuidade do mar de vícios que assola esta nação; da hipócrita ora conclusão que os “modernistas” estariam à frente,
-A possibilidade que os irmãos Gomes – Ciro e Cid – se aproximem do novo governo, parece adequado, embora possa sofrer a resistência dos mais xiitas de seu partido.
A suposição que ao menos um deles seria indicado para ‘lierarar as oposições, embora tanto PCdo B e outros partidos mais à esquerda não aceitem o PT na função, parece não ser o suficiente para motivar, por enquanto, as lideranças citadas. “liderar o quê?”, diria Ciro!
-O trauma do insucesso na eleição, atribuído equivocadamente à figura do capitão Bolsonaro, deu-se mais à falsa imagem tão cultuada por mídias como a Folha que colocava em suas pesquisas, o ex presidente, Lula como o “grande preferido pela nação brasileira”, o que não se confirmou.
-Qualquer um, com um mínimo entendimento de marketing sabe, que em uma disputa polarizada, por pior que seja um deles, a tendência é a aproximação um do outro, salvo se um deles for “muito ruim” ou em situações de verdadeira repulsa ou anomalia.
O motivo, o LOJ explica: “Há uma tendência de os “mais pobres e sensíveis de alma e posses, carregar alguém, sempre nos ombros e de forma gratuita, quando este apareça em aparente situação de fragilidade. Ainda mais se vociferar que defende (rá) seus DIREITOS. Tem a ver com o ‘coitadismo’.

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Sem recursos, com a coragem e a determinação que Deus lhes deu, candidatos lançaram-se em busca do apoio popular na esperança de vencer e sagrar-se representante do povo de sua região, no parlamento do Estado do Rio Grande do Sul.
Os que perderam, empoderados pelo hábito de só vencer, agora devem estar à pensar no quanto tornaram seus ouvidos moucos aos reclames mais prementes de seu próprio povo.
Agora é a vez dos ‘novatos’, dos ‘come butiás. Até ao menos que se tornem iguais àqueles e então, passem a ser substituídos, para dar lugar a alguém então mais adequado a atender a proposta que na eleição se dispuseram a cumprir. É a esperança renovada e o desejo da população que façam o que o povo tanto precisa: de ser ouvido, respeitado e ver seus líderes indicar caminhos, melhores, para todos nós.

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      “Vivemos momento histórico conturbado, que se caracteriza, sobretudo, pela sobreposição das ideias individualistas e egocêntricas. Os cenários de um Brasil em disputa colocam-nos um grande desafio: como respeitar as liberdades individuais e estimular, na mesma intensidade e compromisso, a convivência e o respeito às nossas diferenças? Em outras palavras, como viver e praticar a solidariedade entre os diferentes, construindo uma identidade brasileira a partir das nossas diferenças? Qual será a contribuição que a escola dará neste contexto? Faremos das escolas, de uma vez por todas, lugares de humanização?
Concordo com Eliane Brum, jornalista e escritora, quando afirma de que “precisamos conviver com os diferentes e com as diferenças. Precisamos voltar a nos interessar por ouvir. Precisamos voltar a conversar”. Sim, precisamos aprender a democracia. Precisamos repensar as práticas pedagógicas e sociais que nos permitam relações mais respeitosas com os outros. Nilson Souza, em crônica No fim da fila (ZH, 08.04.16) lembra Tancredo Neves, aos que lutam pela democracia: “Não vamos nos dispersar”. Eu diria: “não podemos nos dispersar”.
      Destaco também reflexão do professor Eduardo Albuquerque, líder sindical, da rede municipal de Passo Fundo: “estamos vivendo hoje várias crises, mas, em especial, uma crise de coletividade. Estamos mostrando na prática que a nossa sociedade se desenvolveu cultivando o individualismo. Não temos a mínima noção de coletividade. Se fossemos atacados agora por um desastre natural grandioso seríamos exterminados porque nos preocuparíamos apenas conosco. Neste sentido, faço reflexão e meia culpa sobre o nosso papel de educador e de escola. Nossas escolas preparam indivíduos egoístas e egocêntricos que se preocupam com suas notas, com suas provas e seu sucesso. Não aprendemos e não ensinamos a repartir, auxiliar, estender a mão e hoje pagamos um preço caro por isso, pois estamos afundados em uma crise sem solução, a curto e médio prazo. Estou me repensando como professor e penso não mais me submeter a este sistema mesquinho de ensinar nossos jovens. Não conheço país algum que tenha se desenvolvido sem que seus habitantes sejam sujeitos solidários e se preocupem com o coletivo. Viveremos tempos difíceis, professor!”
O conhecimento deveria ser a ferramenta para superarmos a nossa vã ignorância e nosso egoísmo desmedido. A humanização (possibilidade de nos tornarmos seres humanos melhores) passa, necessariamente, pelo conhecimento. Não somos felizes sozinhos. Precisamos conceber nossa vida e nossa história como resultado de construções coletivas. O conhecimento que não tiver validade para todos, não tem valor algum. O conhecimento tem de ter sentido à nossa existência e sobrevivência, individual e coletiva.
      A escola, para além de um espaço de construção de conhecimento, é também lugar de convivência social. Sempre pensei uma escola onde estes dois fundamentos tivessem uma importância paritária. Penso que a escola pode e deve contribuir para que construamos relações humanas mais respeitosas e solidárias, mas para isso deve organizar e vivenciar espaços permanentes de trocas, de convivência, de integração entre os estudantes e professores. Diferentes práticas sociais e de convivência não nascem de discursos, mas são possíveis a partir de diferentes práticas e intervenções sociais, muitas delas que só a escola consegue realizar, pois na escola podemos fazer, para além de eventos, processos de permanente formação humana. E processos podem desencadear mudanças substantivas nas nossas formas de ser, de pensar e de agir!”

Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.

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    O Liberdade – O Jornal, entendendo ser papel da mídia dissertar sobre o que ainda precisa ser resgatado, evoluir, traz sempre à luz, além das belezas, tantas, que temos nas Missões ao Sul do país, também as carências do nosso povo. Entre…
    As atuais dificuldades de gestão, de nossas lideranças e que se espraiam não só aqui, mas país a fora.
    Lamentavelmente, para a superação deste fenômeno que ameaça nos asfixiar ou, levar para bem mais distante a possibilidade de recomeço para reversão deste quadro, passa por questões culturais tantas, exaustivamente dissertado em nossas páginas, de nossa edição escrita.
Como toda ruptura de sistemas, viciados, impões traumas, é compreensível que o LOJ enfrente dificuldades terríveis, muitas delas procurando eliminá-lo do mapa ante a ameça que acaba se constituindo para o rol de ‘panelas’ que buscam a todo custo, manter seus privilégios.
Daí, o nosso convite para a ação, real, da comunidade na defesa e na necessidade de apoiarmos àquilo que realmente entendemos como sinal de luta por nossos melhores ideais…

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O Liberdade – O Jornal, abre mais espaço para um público que vive, interage e busca viver em uma área urbana, em um contexto urbano, agindo como ser urbano.

O Liberdade não esquece suas origens, nem imagina que possamos um dia atribuir valor menor ao povo que ainda vive onde vivemos, em um contexto rural, mas a verdade é que cada vez mais um maior número de pessoas vive dentro de um contexto urbano.

Pensamos e dissemos isso, já há algum tempo, pelo fato que apesar de, mais da metade da população – por exemplo -, de nosso municípios viverem em região já urbanizada, aí mesmo quem determina, traça e impõem diretrizes as quais devam seguir, são em sua quase totalidade remanescentes de áreas rurais. E, portanto, peca pela enormidade de dificuldades que oferece, gratuitamente e de forma muito onerosa àqueles que esperam por eles, para saberem um pouco sobre seus destinos.

O vínculo do homem já urbanizado, com o seu meio rural é extremamente forte. E, atrasado, portanto, sob certo aspecto.

Isso se vê em toda forma de apoio, desta mesma sociedade que agora passou a ser uma sociedade urbana, mas que acolhe, apoia e enxerga a vida, a própria vida, como se no campo ainda ele existisse e, do campo ainda dependesse praticamente toda sua vida: presente e, futuro.

Comerciantes, diaristas, profissionais liberais, lideranças políticas, religiosas, todas incentivam e cultuam a vida regressa de homem rural em detrimento da necessária dissertação de sua vida ou das vidas, agora, como cidadão urbano.

Este complexo, trauma como queiram, mal solucionado, resulta do excesso de cachorro, da companhia do cavalo, da sensibilidade aguçada ao saudosismo da vida egressa, da presença das penosas ao lado da própria cama, porcos, e por aí a fora, práticas ainda atreladas a vida humana nas pequenas cidades do país.

Este ‘atraso’, atrasa e, atrasa a vida daqueles tantos que em não raros casos, andam é atrasados mesmo; por tal além de outros.

 

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São Miguel das Missões foi considerado a Capital dos 7 Povos missioneiros.
Missioneiro, por causa das Missões desenvolvidas pela Companhia de Jesus, por volta de 1.700, quando enviava para o Brasil, colônia de Portugal sendo explorada, seus padres (jesuítas) em busca de novos mercados.
A igreja não gosta desta expressão e, prefere dizer que vinha para as colônias das potências europeias de além mar, para ‘catequizar o gentio (índio). 
Claro, a filosofia empregada na domesticação do nativo era o desenvolvimento de uma vida que era pra ser cristã. Se ensinava sobre o cristianismo e muita coisa evolui neste sentido.
Mas a verdade é que por trás de qualquer outra coisa, a posse era uma das maiores esperanças de conquistas. Seja da terra, seja do domínio da mão-de-obra farta e barata, embora a ser lapidada; seja na busca de espaço para gerar ou explorar riquezas, com o passar dos anos, os índios da época, foram carregando pedras e, enchendo a burra dos barões da religião e do governo muito distante de onde eles eram escravizados, digo, explorados ou, doutrinados como queiram.
Aquela forma de exploração desde então, só se modernizou. 
Hoje, um grupo cada vez mais elitizado, partilha sob forma de panela, a oportunidade de exploração do povo, na área urbana dos pequenos municípios onde, sem terem para onde ir, encurralados e pressionados pelo agronegócio, tornam-se vítimas fáceis de seus novos senhores.

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*Por Paulo Akiyama
A alienação de idoso é assunto que deveria estar previsto no estatuto do idoso, ou mesmo em uma lei específica. Afinal, a prática é considerada criminosa e violenta até porque o fim da vida está próximo, pela lei da natureza, roubando assim os últimos dias de paz e serenidade que lhes restam.
Gostaria de comentar sobre um fato verídico que envolve o tema, mas para isso, modifiquei os nomes, profissão, local, para evitar transtornos e exposição. Mas o fato é um convite que traz à tona as consequências de quem sofre com esse problema, e também um alerta.
João, um pai exemplar de quatro filhos, sempre se dedicou ao trabalho. O alfaiate, iniciou sua vida no interior do Brasil, ainda muito pequeno, para ajudar seu pai. Na época, era engraxate. Com os anos, aprendeu a profissão, e começou a se dedicar ao trabalho com uma melhor remuneração. Já com seus 15 anos, possuía a sua “portinha” e defendia o seu ganho.
Sua família mudando-se para São Paulo, capital, na década de 50. Foram todos residir na periferia, trabalhando como empregado em um bairro excelente, criando assim uma enorme clientela. João para trabalhar utilizava-se de pau de arara, pois, tinha poucos recursos e precisava vencer na vida.
Na década de 60, com muito esforço, dedicação, dificuldades, montou seu próprio negócio financiando um imóvel, pagando as mensalidades, e lutando. Conseguiu comprar uma casa melhor para a família e matriculou seus filhos em colégios particulares.
No final da década de 70, o destinou levou um de seus filhos. Na década de 80 foi pai novamente, já com idade. Todos “paparicaram” aquele bebê. Dedicou-se a este filho, juntamente com os demais. Sempre se orgulhando por ter uma família unida.
Aos 82 anos de idade, fragilizado por ter sofrido um pequeno AVC, sem sequelas, mas que abalou muito àquele que se sentia um super-homem, um dos filhos. Mas, o avanço da idade permitiu que um de seus filhos, por ciúme dos demais, ou mesmo por inveja daqueles que conseguiram vencer de forma independente, deu início a um trabalho de alienação sobre este pai e sobre aquela mãe. Aproveitou-se da idade avançada e iniciou o trabalho de descontrução da imagem do irmão que melhor se encontrava financeiramente, cuidava do patrimônio dos pais e não permitia que usassem de meios a avançar nos recursos financeiros, prevendo que, aqueles recursos é que sustentariam seus pais no final da vida, proporcionando-lhes melhor conforto. Não houve a desconstrução da imagem somente do irmão, mas de toda a família do mesmo, afastando nora, netos e bisnetos do convívio, com um único objetivo, apoderar-se de tudo e viver uma vida de luxuria e perdulária.
O filho mais esclarecido e que não tinha qualquer interesse financeiro ou pessoal, não permitia que de forma perdulária, viessem a destruir tudo aquilo que o pai trabalhou para prover conforto a todos. Porém, isto era um incomodo a um dos irmãos, que passou a inventar mentiras, aproveitou-se da senilidade dos pais para colocar todos contra aquele irmão que sempre se dedicou ao bem-estar de seus pais criando a imagem de “ladrão”. Total destruição de imagem.
João ficou hospitalizado, permanecendo mais de 15 dias em coma, sem qualquer contato com o mundo externo até o dia que faleceu. Deixou, uma viúva que conviveu mais de 60 anos de casamento, filhos que não se falam, netos desagregados, ou seja, uma família desmantelada. Para quem conhecia João e teve o prazer de sua companhia quando mais jovem, é testemunho de que este homem sempre preservou a família e a união entre os seus. Muitos destes que mantiveram a convivência assistiram o mal que aquele filho fez ao pai. As pessoas que são alienadoras não sabem, é que, os que presenciam por algum tempo, são sabedores do ambiente alienador que se cria, comentam com os outros, portanto, a destruição de imagem consegue perante o alienado, frágil e indefeso, mas não a todos os que presenciam.
O alienador, mesmo que tenha induzido João a realizar um testamento, não levou em consideração a idade avançada e a senilidade, podendo ser contestado judicialmente quanto a validade ou não daquele documento. Esqueceu ainda, que por nossa legislação, há apenas um percentual que se pode abrir mão. Além disso, não levou em consideração que um processo de inventário custa dinheiro e que sem o herdeiro necessário não se encerra um inventário.
Pensem bem, ao tratarem um idoso como foi tratado o João. Um homem com 87 anos de idade, que trabalhou desde os sete. Não merecia ter uma morte com a ideia de que um filho, que sempre esteve ao seu lado, não prestava ou tenha feito algo que não fez. Pior, não possuía mais forças, vigor ou discernimento para buscar a verdade, como sempre fez em toda a vida. Este foi o fim trágico de João, não pela sua morte, mas pelo que fizeram com ele. Um homem que, após tanto que trabalhou, não conseguiu ter seus últimos anos de vida com a convivência de todos os netos e bisnetos, viveu com o Parkinson lhe atormentando e com o ambiente que criaram lhe amargurando. Ainda me pergunto se ele realmente não sabia da verdade ou a amargura o levou a morte.
Este caso é verídico e testemunhado por muitas pessoas que conhecem todas as partes envolvidas. Este filho que alienou o pai, continua com o projeto de alienação sobre a mãe. Tudo por querer ter o poder, querer viver com luxúria e não possuir capacidade laborativa para buscar, muito menos vontade de trabalhar. Totalmente centralizador, possui características psicopatas, não sendo nossa área a psicanalise ou psiquiatria para definir se é ou não, mas dentro do que é possível pesquisar nas literaturas, assim se caracteriza.
Quantos de vocês conhecem casos análogos ou até passaram por algo semelhante? Não permita que isto prospere desta forma.
*Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/

Carolina Lara
carolina@carolinalara.com.b

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     A Mostra Regional de Folclore Étnico – apresentado pela União das Etnias de Ijuí (UETI) e contemplado pelo edital nº 03/2016 “Pró-cultura RS FAC Regional”, da Secretaria da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul – visa integrar os municípios e resgatar o folclore étnico dos colonizadores da região, tendo em vista que aproximadamente 35 etnias distintas, que deram sua contribuição na formação cultural do Estado.
A Mostra – que acontece nos municípios de Santo Ângelo e Ijuí – contempla apresentações folclóricas, oficinas culturais e exposição de fotografias étnica, todas abertas ao público, que tem objetivo de levar a comunidade regional o folclore dos povos que colonizaram a nossa região.
A programação será desenvolvida durante três dias: no primeiro dia ocorrerá a abertura da Mostra e a apresentação de 10 grupos folclóricos; no segundo dia serão desenvolvidas oficinas culturais e exposição de fotografias étnicas; e, no terceiro dia, apresentação de outros 10 grupos folclóricos e encerramento da Mostra.
As apresentações serão pautadas no folclore de cada grupo convidado e as oficinas terão base no folclore, usos e costumes, gastronomia, história e artesanato. Todas as atividades propostas pelo projeto serão GRATUITAS e terão ações focadas na plena acessibilidade e inclusão social.
👇🏻 Confira a programação!

🗓 06/04/2018 (sexta-feira):
20h – Apresentações Folclóricas, com os grupos:
1. Coral Jeguata Pyaú – Guarani – Santo Ângelo;
2. Grupo Charme da Liberdade – Afro-brasileiro – Ijuí;
3. Grupo de Danças Lustige Tiroler – Austríaco – Ijuí;
4. Troika – Russo – Campina das Missões;
5. Grupo Hijos del Sol – Espanhol – Ijuí;
6. Grupo de Danças de Svenska Danser – Sueco – Ijuí;
7. Grupo Polonês Águia Branca – Polonês – Guarani das Missões;
8. Rancho Folclórico e Etnográfico Alma Lusa – Português – Ijuí;
9. Grupo de Danças Folclóricas Holandesas Moinho de Vento – Holandês – Ijuí;
10. Associação Tradicionalista Querência Gaúcha – Gaúcho – Ijuí.
Local: Praça Pinheiro Machado (em frente à Catedral Angelopolitana).

🗓 07/04/2018 (sábado):
10h – Oficina de canto e interpretação vocal;
Ministrante: Mestre Helena Sala;
Local: Auditório do Centro Municipal de Cultura.

14h – Oficina ‘História, usos e costumes étnicos – registro e pesquisa’;
Ministrantes: Dolair Callai e Pedro Darci de Oliveira;
Local: Sala dos Conselhos Municipais, no Centro Municipal de Cultura.

15h – Oficina de artesanato étnico (Bordado sueco, Wicinanky polonês e Coroas letas);
Ministrantes: Ingrid Marina Beckmann, Marli Meiger Siekierski e Mariana Sala);
Local: Auditório do Centro Municipal de Cultura.

🗓 08/04/2018 (domingo):
18h – Apresentações Folclóricas, com os grupos:
1. Grupo de Danças Fág Tãn – Guarani – São Valério do Sul;
2. Grupo Folclórico Polonês Krakus – Polonês -Ijuí;
3. Grupo de Dança Terra Delli Angeli – Italiano – Santo Ângelo;
4. Grupo Frohe Jungend – Alemão – Ijuí;
5. Grupo de Danças Giovanotti – Italiano – Ijuí;
6. Grupo de Danças Polonesas Slowik – Polonês – Horizontina;
7. Grupo Staburags – Leto – Ijuí;
8. Grupo Amore – Italiano – Augusto Pestana;
9. Grupo Cultural Negras Raízes – Afro-brasileiro – Santo Ângelo;
10. Grupo de Danças Árabe Hayat – Árabe – Ijuí.
Local: Teatro Municipal Antônio Sepp.

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 A: Poder Público

B: Povão

 

O A foi criado com a intenção de vir a atender demandas do B ou seja, o poder público foi criado para atender às demandas do zé povão. Povão ou zé ralé, como queiram, onde me enquadro.

No princípio o A, que na verdade merecia ser o B, passou a perna no B e virou A.

Bem, então que o A ou o Poder Público que nascera sendo apenas um e que virou nesta quase 1/3 da sociedade, foi é se especializando e, da função que motivara sua criação, agora esperta e cada vez mais especializada, claro às custas dos bobos dos B, partiu foi para um confronto, ao menos nas maiores (ou piores?) grotas contra seu agora pasmo criador, o B.

No trono, que forjara para si próprio, o A passou a cagar leis…

E, de tanta cagada, e o povo B cada vez mais envolvido na produção do A e, portanto, cada vez mais burro ante à sua própria criação, não teve outra saída que começar a acatar tudo o que o A decide que o B deva fazer.

Gostando do que se tranformara, o B partiu para o próprio apoderamento. Especializou-se e criou um emaranhado de safadezas, de sutilezas e atraiu para si um mar de ‘capacitados especialistas’, pagos claro com os recursos extraído dos já escravizados B, para (riam…não, não riam, é pra chorar!) escraviza-los mantendo todos sob seu controle (dominados).

Hoje, neste mundão de Deus, salvo raras exceções o B é um mísero servil dos A, que apoderados de toda forma possível e imaginada, passam a explorar de toda forma possível e imaginada, dispondo de toda forma possível e imaginada para sua segurança, os tontos B.

Ainda como se não bastasse, os A, criadores de toda espécie de leis e regras que os B terão que cumprir, ainda incutem no atrofiado cérebro beziano que por tudo, ELES é que são os culpados e, se ousarem pensar ao contrário, um mar de especialistas o chamam na Justiça onde o ferram até o ferro que ele já tem por morto.

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                         Por Simone Meötti, advogada.   

Vez por outra tenho repentes de lançar ao papel idéias que volteiam em meus pensamentos e, dessa vez, em meio a tantas homenagens em alusão ao dia internacional da mulher, foi inevitável refletir sobre a importância de uma data voltada especificamente ao sexo feminino, e a conclusão disso é a de que realmente se faz necessário. Não que o dia da mulher não seja “todos os dias”, como tenho ouvido repetidamente, mas a importância da data se revela no momento em que chama a atenção para fatos e atitudes que atingem e ferem exclusivamente a mulher. Ademais, o contexto cultural e social por muito tempo não valorizou a mulher da forma como deveria, sempre a considerando como um ser inferior. Foi preciso muito esforço para que cada pequena ou grande conquista fosse consolidada. Nessa linha, cito algumas situações que demonstram a importância da mulher na sociedade e o quanto lhe foi caro buscar esse reconhecimento. Sendo assim, digo que o gosto pela literatura regional rio-grandense me fez conhecer muitos aspectos da imigração alemã, italiana e polonesa em nosso Estado, ocasião em que a força da mulher se mostrou essencial para resistir aos grandes obstáculos e dissabores que recaíram sobre as famílias que ousaram atravessar o oceano em busca de uma vida melhor. A coragem, força e persistência da mulher imigrante (certamente não diferentes das nativas daqui desses pagos, mas utilizada apenas como exemplo da determinação feminina) exaltadas pelas imensas dificuldades impostas por uma travessia longa, rumo a um destino totalmente desconhecido e, salienta-se, sem retorno, para um lugar onde sequer se compreendia a língua falada, terra de conflitos armados, faz com que se valorizem cada conquista, legal ou consuetudinária (decorrente dos costumes), alcançada pelas mulheres gradativamente ao longo dos anos. Para quem gosta de leitura forte, envolvente e instrutiva, fica a dica: “A Ferro e Fogo, Tempo de Solidão” e “A Ferro e Fogo, Tempo de Guerra”, obras do autor gaúcho Josué Guimarães que versam a respeito da imigração alemã no Rio Grande do Sul. Em termos legais podemos falar da conquista da capacidade civil plena – através do Estatuto da Mulher Casada, datado de 1962 (Lei nº 6.121), e da chamada Lei do Divórcio, de 1977 (Lei nº 6.515) – que configurou grande marco, eis que, até então, o Código Civil de 1916, ordenamento elaborado em meio a uma sociedade machista e patriarcal, como era natural na época, qualificava a mulher como ser relativamente capaz, o que significa dizer que necessitava da autorização do pai e/ou do marido para determinados atos e decisões, como, por exemplo, para realizar um negócio ou simplesmente para trabalhar. Também convém lembrar a conquista do direito de votar, a qual foi lenta e difícil. O voto feminino primeiramente foi permitido através do Código Eleitoral Provisório, de 1932 (Decreto nº 21.076); mas, com restrições, isto é, permitido apenas às mulheres casadas desde que autorizadas pelos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria. A Constituição de 1934 eliminou essas restrições; no entanto, somente com a Constituição de 1946 é que o voto feminino também se tornou obrigatório, como um dever e direito de exercer a cidadania. O direito à aposentadoria da mulher rural, em especial, também foi uma grande e suada conquista, concretizada apenas em 1991, com a Lei nº 8.213, que regulamentou a Constituição de 1988. Antes disso, as mulheres campesinas não se aposentavam, mesmo que trabalhassem lado a lado com o marido na lavoura, conciliando esse labor com as tarefas do lar, normalmente com significativo número de filhos, parindo em casa, sem qualquer assistência especializada, sem medicamentos, sem vacinas para seus pequenos, na maioria das vezes sem luz elétrica e sem tantas outras coisas que hoje consideramos fundamentais para viver com dignidade. Salário maternidade para a mulher rurícola, somente em 1994. Quando a gente nasce numa época em que tudo isso já está consolidado, parece que foi fácil, que sempre foi assim; sensação que talvez nos impeça de atribuir o devido valor a cada uma dessas conquistas. Mas, conhecer e relembrar a árdua trajetória percorrida para tanto é fundamental para que não deixemos nossos direitos retroagirem, não podemos perder aquilo que custou sofrimento, retaliações e até mesmo a vida de muitas mulheres. Porém, apesar de tantas conquistas, atualmente nem tudo são flores. A sociedade evolui, mas ainda existem situações que colocam a mulher em franca desvantagem, como no caso da violência doméstica, por exemplo. Já discorri acerca desse assunto em outra oportunidade, mas o que nos faz citá-lo novamente são as frequentes críticas direcionadas pelo universo masculino à Lei Maria da Penha. Assim como à Lei que estabelece e trata dos alimentos gravídicos e ao ordenamento que prevê a possibilidade de prisão em caso de não pagamento de pensão alimentícia. A maior queixa é a de que se sentem acuados diante do “excesso de proteção e direitos conferidos à mulher”. Pois entendo que não há o que temer, haja vista que a legislação busca regrar determinadas situações, penalizando apenas quem for infrator. Dessa forma, o homem que não agride, que não maltrata, que cumpre com suas obrigações de pai, não tem motivos para ficar apreensivo. Mas, de nossa parte, entendemos de grande valia esses ordenamentos, pois mesmo em plena vigência nos deparamos diariamente com situações em que a mulher é vítima, imaginem, então, se não existissem. Por tudo isso, é que se vê com bons olhos o 08 de março. Parabéns, então, a todas as mulheres!