Sociedade em foco

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   O Tauras do Rio Grande, do município de Cruz Alta, que tem como presidente, Nilson Rieger, outra vez veio buscar à centelha da Chama Crioula, no CTN Sinos de São Miguel.
    Na oportunidade, em noite de confraternização, o Tauras homenageou Cenair Maicá. Momento em que se fizeram presentes, Vitão Maica e o filho de Cenair, Patrício Maica que deu entrevista ao Liberdade – O Jornal.

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MEMÓRIAS VIVAS

Por SIMONE MEOTTI, Advogada

Há algum tempo li num livro que conta a respeito da fundação do Museu das Missões, localizado no sítio arqueológico São Miguel Arcanjo, na cidade de São Miguel das Missões, que a busca pelas imagens sacras que se encontravam espalhadas pelos arredores da redução após o seu “abandono” não teria sido de um todo tranquila, tendo em vista a resistência apresentada por considerável parte das pessoas que as mantinham sob seus cuidados. E a ideia de ter que as entregar para que pudessem integrar o acervo do museu inevitavelmente gerou descontentamento e sofrimento, já que, com o passar dos anos, tais imagens tornaram-se parte da vida dessas pessoas, seja em suas casas particulares, seja em seus núcleos comunitários.
Ao ler a respeito disso confesso que achei bastante interessante, pois trouxe a lume uma situação sobre a qual nunca havia pensado. Sou daquelas pessoas que gosta de visitar museus e bibliotecas, cuja atmosfera é convidativa à leitura e ao conhecimento histórico. E o Museu das Missões é lindo, de uma riqueza cultural incrível! Mas, quando a gente encontra tudo pronto não imagina os fatos que se sucederam para concretizar a ideia de reunir em um só local todas aquelas imagens e fragmentos reducionais, permitindo, com isso, a visitação pelo público em geral.
Escrevo sobre este assunto porque, dia desses, conversando informalmente com o Sr. Adão Miguel Ferreira, colaborador do Jornal Liberdade, surgiu o relato de o mesmo ter vivenciado esta situação juntamente com seus familiares; pois, segundo conta, a imagem de São Gabriel Arcanjo, que hoje integra o acervo do Museu das Missões, por muitos anos esteve sob os cuidados de sua família, tendo passado de geração para geração, até o momento em que receberam a notícia de que havia uma ordem para que a entregassem a fim de que a mesma pudesse ser exposta em local adequado, assim como aconteceria com todas as demais imagens que estavam sendo resgatadas junto às famílias e comunidades que as mantinham. Acredita que isso foi em meados de 1936/1937.
Lembra que a imagem do arcanjo ficava num altar existente na varanda da casa, juntamente com outras imagens de devoção da avó, porém estas outras não eram oriundas do período reducional.
A casa em que a família vivia localizava-se na “esquina da taipa das ruínas”, segundo suas próprias palavras.
Relata que sua avó, Justina Manoela Ferreira Burgedurf, na época já com mais de 80 anos de idade, chorava muito e se negava a entregar a imagem de São Gabriel ao zelador que a requisitava, Sr. João Hugo Machado, devido ao grande apego e devoção que lhe dedicava. Lembra que seu pai tentava convencê-la, explicando que era uma ordem do governo e que a família teria que obedecer; porém, a mesma não se conformava.
Conta que, tamanho era o carinho e fé que a avó nutria pelo arcanjo Gabriel, representado pela imagem que havia feito parte de praticamente toda a sua vida, que, na ocasião do seu falecimento, o pai do Sr. Adão, Sr. Avelino Manoel Ferreira, pediu autorização ao responsável pelo museu para levar a imagem até o funeral. A imagem do arcanjo foi colocada junto ao caixão no percurso feito de carroça até o cemitério para o sepultamento. Sendo devolvida ao museu logo após o encerramento do cerimonial fúnebre.
Além dessa circunstância, o forte envolvimento das imagens remanescentes do período reducional com a população residente nos arredores da antiga redução fica evidente quando o Sr. Adão nos conta que lembra também de seu pai ir a cavalo até a comunidade de São João Mirim, “lá pros lados de Jóia”, fazer visitas à imagem de Nossa Senhora da Soledade, também chamada de Nossa Senhora das Dores, considerada na época “santa muito milagreira para os criadores de gado”. Diz que o pai levava velas em agradecimento à proteção recebida e que alguns criadores presenteavam a Santa com cabeças de gado, as quais eram entregues para a senhora que era dona da propriedade em que a imagem estava localizada. 
São memórias vivas que merecem ser registradas de alguma maneira para que não se percam com o tempo, para que, ao serem relembradas, façam-nos valorizar tudo aquilo que temos hoje e que não “nasceu” pronto, mas que foi construído aos poucos, envolvendo conflitos de ideias e sentimentos.

 

Quem sabe dia desses o Sr. Adão escreva a respeito, com as suas próprias palavras e com maiores detalhes.

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Pois é, pois é, mas enormes blocos de concretos ora tampam buracos em RS que liga duas cidades nas Missões.
Outra verdade é que o povo – dizem -, estaria andando ‘com os pés nas costas” a mode o risco de deixar lá um dedo, uma unha; o carro, a alma…

E, se, isso acontecer, a culpa será de quem?
-Do buraco. digo, do ex buraco?
-De quem pôs o bloco no buraco?

De quem, de quem??

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Quando alguém tem problema de ossos ou sofre algum mau jeito, arranja-se um uma bacia com água, um trapo, uma agulha e linha.
Com a linha enfiada na agulha, davam-se pontos no trapo enquanto se repetia três vezes a seguinte reza :
– Que cozo?
– Carne quebrada nervo torto.
– Por isso mesmo é que te coso, pelo poder de Deus e da Virgem Maria em louvor de milagres , o Santo António e o S. Gonçalo em louvor de S. Silvestre façamos coisa que preste, Nosso Senhor Jesus Cristo seja o nosso Divino Mestre.
Rezar:
Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai, Salve Rainha. 

   Alzira Maquica, benzedeira em São Miguel das Missões/ RS

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 ADHONEP – SUA BANDEIRA SOBRE NÓS É O AMOR
 
                                Olhando para a frente
 
“Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança a mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lucas 9.61).
 
Durante as Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, eu pude assistir à corrida de 110 metros com barreiras. O favorito para vencer era um americano chamado Greg Foster. Uma grande rede de TV americana já havia até feito uma grande reportagem com ele antes da prova, pois, era quase certo que ele ganharia. Logo que o tiro de largada foi ouvido, os corredores arrancaram em direção aos obstáculos. Greg Foster estava obviamente nervoso, mas ele se manteve na liderança. Após ultrapassar o último obstáculo ele girou a cabeça levemente para trás para ver a posição dos demais concorrentes. Foi um grande erro. Apesar de ter-lhe tomado apenas uma fração de segundo, foi suficiente para ele perder a corrida para outro americano, Tom Jefferson. (Paulo Roberto Barbosa)
Para realização de grandes sonhos e grandes conquistas é preciso muita determinação e firmeza. Não se pode dar ao luxo de olhar para trás.  As dúvidas e incertezas podem retardar ou até impedir a vitória.
Para que olhar para trás? Ter saudades do que passou? Ter preocupação que alguém pode ser melhor do que nós? Essas coisas nos distraem e podem trazer grandes decepções. Jesus disse que estaria conosco todos os dias. Isso é suficiente.  
Seja determinado e vá em frente. Alguém se aproxima? Isso não importa. Continuemos olhando fixamente para o objetivo a ser atingido. A vitória é certa.
Tenha uma semana abençoada.
 
Francisco Schmitt Schappo
Capítulo 1343 São Miguel das Missões
WhatsApp 55 999612159

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Por ocasião da visita de Ciro Gomes a cidade de Santo Ângelo onde encontrou-se com correligionários e simpatizantes do partido, o PDT, o deputado estadual, Adroaldo apresentou o amigo e empresário, Carlos Pippi, indicando-o como empresário de revenda de tratores…
Captando a mensagem, Ciro “ahhh, os vermelhinhos!”
-Isso, da Massey! explicou Carlos, proprietário da concessionária no município e região.

Na casa dos avós de Carlos, aqui em Santo Ângelo, Getúlio dormiu um dia por ocasião de sua visita à cidade. 
Desde então, a família não teria lavado os panos, preservando a lembrança de presença tão ilustre até pouco tempo atrás.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Caibaté, município localizado no coração das Missões planta flores… Sim, para manter ali seus caros beija-flores.
Porque seus outros, os filhos naturais, seus, a exemplo do vizinho Mato Queimado, cada vez pode menos; vão-se…
Vão-se para cidades próximas e outras mais longes, em busca de oportunidades de integrar-se ao mundo que evolui de forma bem mais rápida que aí, embora não se saiba se para melhor ou, para situações não tão agradáveis.
Mas a verdade é que os beija-flores do Caibaté está tornando não só esta cidade, mas outras próximas – pra não dizer a maioria no Brasil -, áreas de idosos.

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Não é mais pratica comum, nas escolas brasileiras, o hábito de cantar o hino nacional.
Nem mesmo, outros hinos ou, tomar conhecimento dos símbolos nacionais.
A medida que novos conceitos de amor pela própria nação foi ganhando força e espaço, o abandono do carinho pelas características particulares da nação brasileira, foi se perdendo no tempo.
Hoje, o presidente, Jair Bolsonaro, tenta incentivar o retorno das práticas de amor pelo Brasil, o nosso país. 
Sem isso, não nos identificaremos como nação, perderemos valores e muito de nossa riqueza.

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Nota:
O Liberdade – O Jornal, se sente lisonjeado, por ter entre sua fila de colaboradores, alguém do ‘nipe’ de Adão Miguel Ferreira, fato este fortemente afirmado por leitores do jornal que o citam, em não raras vezes, falando sobre suas tantas qualidades e exemplo, principalmente ao mais jovens.
Loja de Calçados Farroupilha; Dra. Advogada, Ivone Andrade e família; Dra. Advogada, Simone Meottí; Dr. Advogado, Enio Marciano; no Caibaté; muitos em Santo Ângelo e inúmeros, aqui, em sua terra, São Miguel das Missões.
Adão, pai de extensa família, já viúvo, cuida da mesma como a mãe cuida da ninhada.
Apaixonado pela leitura, frequentou as primeiras séries da Escola, aqui mesmo no interior do município, mas orgulha-se de dizer que nunca parou de ler, de se informar.
Filiado ao Círculo Esotérico ao qual defende seus melhores ideais, Adão cata por todo o canto livros e ensinamentos dos mais diversos escritores e, com uma sensibilidade única, traz aos apreciadores do Liberdade, não só o grande alento que tanto representa para este pequeno jornal, mas primícias que somam na vida daqueles que buscam na arte da leitura, alimento para suas almas, riquezas para seu próprio conhecimento, daquilo que realmente importa.
Há quem tenha nos dito, que recorta do jornal, os textos de Adão Miguel, tal é o carinho que mantêm com facilidades tantas e a admiração por este pequeno agricultor que vive ‘espremido’ por grandes lavoureiros que o hidratam de tudo, do secante ao adubo.
Adão Miguel passou por muitas… teve oportunidade de conhecer da dor, às dores que o mundo oferta. Resistiu como ….. como dissemos, brincando com ele -, como ‘o mais puro cerne de grápia’ e assim permanecerá por muitos e muitos anos…
Uma das coisas mais incríveis e que e nos deixa perplexo, confesso, é quando tenho a feliz oportunidade de visita-lo, em sua casa, ouvir de sua boca palavras de gratidão por nossa tão discreta presença ante tanto.
Sim, ante tanto que vimos, que sentimos ao visita-lo e, outra vez, ouvir de sua imensa sabedoria, de sua incansável busca pelo que julga certo, de sua sempre em alta vontade de alertar para a necessidade de se aprender mais e mais.
No velho São Miguel, das Missões, o LOJ tem cavado cabedais, tantos…. e, há que ainda diga que muitos ainda procuram por estes, pelo território todo. Vão com aparelhos….
Mesmo após tantos anos que se passaram, desde os tempos que, dizem, teria sido escondido à maioria daqueles, justo agora, à luz do sol, temos encontrado tantos…, tantos…. e, mesmo neste mesmo mundo onde os processos de desenvolvimentos acontecem de forma tão anárquica, de forma tão agressiva e violenta, lá vamos nós a encontrar Adãos, nas restingas, nas taperas, nas costas de rios que ainda não conseguiram apagar e que ainda guardam algum vestígio deste manancial tão farto, eventualmente tão à flor, como também muitos já soterrados pelo desenvolvimento natural de um progresso questionável.
Na nossa gente, a mais simples e que nem vê, mas sente até seus vestígios desaparecerem de há pouco para trás, o Liberdade – O Jornal persiste, mesmo amassado por prefeituras e políticos do momento, a colher e guardar para um dia a mais, por um dia a mais, àquilo que para muitos, discretos, mas realmente importante, estas ‘lembranças’ vivas de nossas riquezas que – parece -, não interessam mais.