Turismo

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O melhor do Carnaval 2019 no Brasil foi recheado do tema Missões. Dentro das transmissões que ocorreram para o mundo a partir de São Paulo e Rio de Janeiro três escolas de samba apresentaram em seus enredos o tema das Missões Jesuítico-Guarani.
No Grupo Especial de São Paulo, nos dias 1º e 2 de março, a Acadêmicos do Tucuruvi tratou da temática da liberdade. Produziu críticas políticas e sociais, abrangendo desde a chegada dos portugueses ao Brasil até os dias de hoje. O enredo da Tucuruvi foi “Liberdade: um canto retumbante de um povo heroico”. Uma das alas mostrava a Cruz Missioneira, rodeada por jesuítas, tendo ao seu lado vários índios.
No Carnaval do Rio de Janeiro dos dias 3 e 4 de março, duas escolas de samba retrataram os temas missioneiros. A BBC que espalhou notícias para o mundo escreve que a Escola de Samba Mangueira mostrou “As histórias do ‘país que não estão no retrato”. A Estação Primeira se sagrou vitoriosa no carnaval de 2019 do Rio com sua proposta de contar o “avesso” da história do Brasil – com um samba-enredo que jogou os holofotes do Sambódromo sobre heróis “apagados” da história e sobre as lutas de indígenas, negros e mulheres ao longo dos séculos após o descobrimento. “História para ninar gente grande” foi o enredo da escola.
A tradicional escola verde-e-rosa do Rio conquistou seu 20º título neste carnaval, com um desfile que arrebatou o público no Sambódromo na segunda-feira de carnaval, com as arquibancadas lotadas cantando de cabo a rabo o samba que caiu na boca do povo antes mesmo dos desfiles, cantado em festas, blocos e nas ruas, e com trechos estampados em camisetas.
Especificamente sobre Sepé Tiaraju, um dos temas centrais com ala representativa, homenageou o chefe indígena sulino – em sinopse distribuída à imprensa mundial a Escola diz que foi chefe indígena na região dos Sete Povos das Missões – hoje parte do Rio Grande do Sul, liderou a Guerra Guaranítica, rebelião dos índios guaranis em reação à assinatura do Tratado de Madri pelas coroas de Portugal e Espanha em 1750. Sepé organizou a resistência contra as forças ibéricas que foram enviadas para fazer cumprir a ordem. No tratado, a Espanha cedeu a região das Missões a Portugal em troca da Colônia de Sacramento, no atual Uruguai. A ordem foi que os guaranis evacuassem suas aldeias estabelecidas por boa parte do atual Rio Grande do Sul. Com apoio de padres jesuítas, o cacique organizou a resistência contra as forças ibéricas que foram enviadas para fazer cumprir a ordem, e acabou sendo morto e martirizado em combate em 7 de fevereiro de 1756.
Atualmente tramita um pedido de canonização no Vaticano, onde já se tem um primeiro resultado que é o título de “Servo de Deus” dado a Sepé Tiaraju, único herói índio da Pátria Brasileira.
Outra escola, a Beija-Flor apresentou dentro do seu enredo do Carnaval 2019, o velho tema vencedor do ano 2005 – Sete Missões de Amor. A campeã de 2018 comemorou os 70 anos de história na Avenida com o tema “Quem não viu, vai ver… as fábulas do Beija-Flor”, que foi desenvolvido pela comissão de Carnaval. Dentre as temáticas mostradas pela escola a agremiação se voltou para as terras dos Pampas, onde Sete Povos, na fé e na dor, ergueram sete missões de amor, em meio à liberdade dos campos e aldeias, como dizia a sinopse divulgada pela comunidade de Nilópolis.
Com todas estas demonstrações divulgadas é importante que a sociedade se fixe no peso da história estabelecida nas terras vermelhas do Sul e que refletiram mundialmente através dos grandes escritores em diversos séculos como Voltaire e Montesquieu – ambos do Iluminismo Francês; Muratóri – o principal filósofo italiano dos anos 1700; Bernstein, Kautski, Plechanov do leste europeu. Entre tantos outros, podemos designar Rafael Carbonell de Masy mais hodiernamente que diz que o cooperativismo no mundo iniciou nas Missões em 1627.
Visitar as Missões é mergulhar na formação da América Latina, na parte brasileira são Sete Povos, no Circuito Internacional das Missões são Sete Patrimônios Culturais da Humanidade pela UNESCO – mais informações www.caminhodasmissoes.com.br – operador receptivo nacional e internacional e www.pousadadasmissoes.com.br – sistema hoteleiro ao lado do Patrimônio Mundial em São Miguel das Missões.

José Roberto de Oliveira, pesquisador.
+55.55.9.9638.6360

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Tudo vale no mundo do cafundó:
Até atribuir poderes místicos, transformar Sepé Tiarajú, o herói morto pelas costas, com um ‘chumaço’ português, em campos onde mais de mil almas guaranis foram massacrada aqui no Sul do país.
A princípio, o agora herói nacional, primeiro índio da América assim reconhecido como tal, arromba as portas do Vaticano em busca que o reconheça com poderes de santo.

Santo Sepé Tiarajú, também seria o primeiro santo, índio, do Sul do Brasil, do Brasil e, das Américas, se não me falha à memória.
Claro, o objetivo de se lograr a santificação de Tiarajú, seria fortalecer o turismo local, o religioso, ainda não tão fragilizado na região e, com esperanças que uma mini ‘padroeira do Brasil’, venha um dia a florescer também aqui.
Líder, na resistência aos exércitos de governos invasores, Sepé foi morto com um tiro pelas costas e, depois, contam, teria sido decapitado e queimado.
Com a proliferação de igrejas e do mercado da fé, mesmo assim a esperança é que sirva o artifício para motivar não só a manutenção do interesse pelas Missões ao Sul do país, mas de sua ampliação, uma vez que com o acesso dos meios de comunicação, este fenômeno – da fé -, poderá fácil e inteligentemente motivado a se ampliar.

Enfim, tudo é válido ou, ao menos, passou a ser válido no mundo atual, desde que fomente lucro, desenvolvimento, não importa se os elementos explorados são de escala terrena ou do campo da subjetividade, tudo vale no mundo atual e, Sepé, pode que venha assim até a fazer milagres, como conceder o perdão desta, para os pecadores, tantos, nestas paragens de carências mil.

 

 

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Eu não troco meu ranchinho amarradinho de cipó
Por uma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó.

 

Pois, é, pois é, aí o Chico e a Trindade, sua esposa.

    Toda tardinha, em seu ‘ranchinho’, que não é coberto de cipó, Chico e a Trindade aguardam o entardecer na querência e, uma vez por outra, recebem, com as duas mãos, o Liberdade.
    Pessoas queridas, importantíssimas, aqui de São Miguel das Missões e gente que preza à leitura, o respeito e tomar um bom chimarrão, após um longo dia e muito trabalho.
Grato pelas coisas boas, também agradece as que considera ruim. Diz que sem ela, a vida não teria sabor e, viver bem é saber viver. Então…

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     Desde que o projeto de peregrinação começou a ocorrer há 17 anos no “Caminho das Missões” está previsto para estabelecer a rota internacional entre a primeira redução jesuítico-guarani (San Ignacio Guazú 1609 – Paraguai) e a última (Santo Anjo 1707 – Brasil).
     Depois de dezessete anos de caminhadas e cicloturismo no lado brasileiro entre San Borja e Santo Ângelo, a internacionalização começou ao lado da Argentina, onde duas caminhadas experimentais foram realizados: em 2017 em outubro e em fevereiro de 2018. O itinerário no lado argentino começa na Redução de Córpus Christi / San Ignácio e atinge a costa brasileira em San Javier / Porto Xavier, onde continua até San Nicolau e depois pelas antigas estradas já experimentadas até Santo Ângelo.
     Neste momento, caminhadas experimentais serão realizadas no lado do Paraguai, a partir de San Ignacio Guazú, através do território reducional nos departamentos de Misiones e Itapúa, atingindo a costa com a Argentina em Bela Vista-PY, passando a Córpus Christi -AR, chegando a San Ignácio, onde será encerrado após 13 dias de caminhada.
     A importância do que acontecerá entre os dias 19 de agosto (lançamento) e 20 (início da caminhada) e 1º de setembro, no primeiro caminho experimental paraguaio e de 22 de outubro a 3 de novembro na segunda caminhada experimental no Paraguai, é que o conjunto do “Caminho das Missões Internacional” se estabelecerá com o itinerário completo unindo o antigo sonho de interligar a primeira à última redução jesuítico-guarani.
     Em uma fase posterior, uma nova etapa será trabalhada em um novo tramo ao Sul da Argentina, começando em Yapeyú e que se juntará ao caminho atual brasileiro em São Borja, produzindo a integração do conjunto dos 30 povos.
    Andar a pé ou de bicicleta pelas antigas estradas dos jesuítas e índios guaranis é o que os peregrinos fazem fizeram nas terras vermelhas das Missões nestes últimos dezessete anos. Entre cidades Patrimônio Cultural da Humanidade e nacionais, sítios arqueológicos, museus, paisagem e cultura do mundo missioneiro, permitindo um verdadeiro mergulho na formação da América Latina.
    Uma das histórias mais emocionantes da humanidade ocorreu nas fronteiras dos atuais Brasil (Missões-Rio Grande do Sul), Argentina (Misiones e Corrientes), Paraguai (Itapuá e Misiones) e Uruguai. Entre os anos de 1609 e 1768, os padres jesuítas e os índios guaranis construíram um novo modelo de convivência para a humanidade.
    As Missões foram constituídas pelos jesuítas a partir das utopias de Morus, Bacon e Campanella. Lugon disse que foi a mais original das sociedades realizadas. Charlevoix e Muratori a reconheceram como um modelo sem precedentes da sociedade cristã.
     A revista Lés Lettres Edificantes et Curieuses, dirigida pelos jesuítas na Europa, comparava os guaranis aos primeiros cristãos e descreva suas comunidades como “a realização ideal do cristianismo”. Voltaire afirmou que o projeto jesuíta-guarani foi um “triunfo da humanidade”.
    Montesquieu chamou de “primeiro estado industrial da América”. Pablo Hernández na Organização Social das Doutrinas Guarani, escreve que o maravilhoso surge a cada passo. O filósofo Rayal escreveu: as leis foram observadas, uma civilidade exata reinou, os costumes eram puros, uma fraternidade feliz unia os corações, todas as artes da necessidade foram aperfeiçoadas. A abundância era universal. “O mundo novo que estamos procurando realizar não pode menosprezar a lição fornecida.” Rafael Carbonell de Masy, diz que é hora de resgatar a verdade sobre a origem da primeira cooperativa do mundo, nascida em 1627, nas Reduções Jesuítico-Guarani.
    Neste momento está se lançando a internacionalização do ‘Caminho das Missões’, um sonho desde 2002 que vinha sendo realizado do lado brasileiro com 14 dias que partem de San Borja, 8 dias de São Nicolau e 3 dias de São Miguel, sempre chegando a Santo Ângelo. Muito mais do que um passeio turístico, o Caminho das Missões é um itinerário interativo onde a superação de desafios pessoais proporciona uma experiência inigualável de liberdade e autoconhecimento.
Estamos reunidos para fazer história. Que San Inácio de Loyola, Santos Roque Gonzáles – Afonso Rodrigues, João de Castilhos, entre tantos outros Jesuítas e Guaranis e o eterno Corregedor Sepé Tiarajú nos protejam em nossa busca pela TERRA SEM MALES.

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Nestes tempos, quando a figura do homem, do pai, anda tão deixada de lado, aí a imagem, bonita, do filho homenageando o pai….

Sim, nos últimos tempos o pai passou àquele sujeito a tudo; a responsabilização por possíveis e impossíveis maus feitos, enfim, muita coisa de negativo. Foi relegado hoje a um terceiro plano.

Pai herói, pai esquecido, pai sofrido, não deixou de ser pai.

Te poste no posto de pai e veja o que é ser amante, de verdade, àquele que se doa em prol de sua prole, de sua amada, não abandona nunca suas responsabilidades,…. em troca de tão pouco!!

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      Não há como se negar que o setor Turístico, nas Missões ao Sul do Brasil tem se resumido praticamente no trânsito de políticos de parte a parte do território da região, fora dela e nas capitais do país.
      A produção, pífia, mal ou nem justifica a farra da gastança do dinheiro público, sob a alegação que “estão lutando para o desenvolvimento do Turismo” na região.
      Tão é verdade este fato que, se perguntado, o que restará, sempre, será uma enrolação e quase nenhuma resposta minimamente convincente.

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Parcerias impulsionam conservação e divulgação de acervos Ibram

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O Museu das Missões (Ibram/MinC), em São Miguel das Missões (RS) realiza, até 2 de março, uma série de atividades de Conservação e Restauro em parceria com profissionais do Laboratório de Ciência da Conservação da UFMG, Curso de Conservação e Restauro da UFPel, Museu Histórico Nacional e Coordenação de Preservação e Segurança do Ibram.

A equipe está realizando exames nas peças para auxiliar o Museu na definição das diretrizes e procedimentos das atividades de Conservação e Restauro a serem desenvolvidas para a preservação do acervo museológico.

O Museu das Missões tem a maior coleção pública de imagens missioneiras em madeira policromada dos séculos XVII e XVII do Mercosul. E a ação conjunta contribui com a preservação do legado missioneiro.

Ao todo, 13 peças serão analisadas de com equipamentos da mais alta tecnologia, sendo possível obter resultados precisos da real situação das obras. As atividades desenvolvidas também compreendem a execução de palestras e oficinas com o objetivo de capacitar e treinar a equipe local do Museu das Missões, envolvendo técnicos, estagiários, auxiliares e vigilantes.

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  A bela e famosa FAZENDA DO PRESENTE, em São Miguel das Missões, segundo nos relata fonte que preferiu não se identificar, deverá fechar as portas definitivamente.

   Salvo se aparecer alguém interessado em fazer com que o a mesma volte um dia a funcionar.

   A próxima edição escrita do LOJ traz informações sobre este triste fato para a comunidade que carece de emprego, de investimentos no setor e deixa escapar pelo vão dos dedos o tanto que já construiu…

Leia, na ed. escrita do LOJ desta semana!

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Ai, remanescentes, teimosos amantes deste chão colorado, insistentes, persistentes, ambulantes, nômades, fantasmas vivos de um passado que não morre, tal é o amor pelo pago, pelo verde da pampa hoje vestida dos pés ao cabelo, mas que um dia foi crua, selvagem, indomável, libertária e escrava da liberdade.

Eis aí o Rio Grande…. tchê!

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    O investimento do agricultor e empresário do ramo do Turismo, Janio Guasso, acabou presenteando toda à comunidade de São Miguel das Missões e além dela.
    Da comunidade de Mato Grande, interior do município, Borraio Minhas Origens permite um passeio pelas lembranças da vida dos primeiros imigrantes que chegaram ao município e de lá até aqui, os vestígios da história que marcam a nossa evolução.