Turismo

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Maior caminho a pé da América Latina está sendo lançado para o mercado mundial a partir da caminhada inaugural entre San Ignácio Guazú no Paraguai, passando pela Argentina e chegando a Santo Ângelo no Brasil. São 750 quilômetros que estão sendo caminhados de uma só vez, depois de muitos testes feitos.

Os peregrinos se encontraram em San Ignácio Guazú no dia 17/08/2019, a mais antiga redução fundada pelos Jesuítas (1609) e visitaram os atrativos centenários lá existentes. No primeiro dia efetivo de caminhada, 18/08/19, foram até Santa Maria de Fé – 20 km. Visitaram o museu de arte sacra missioneira; igreja e a cruz de “origem”. No segundo dia de caminhada foram a Santa Rosa de Lima. 21.8 km, onde visitaram os atrativos locais (Capela, igreja, vestígios históricos).

No terceiro dia, 20/08/19, foram à San Patrício – 19.5 km, onde ao entardecer tiveram interatividade com festas tradicionais regionais. No quarto dia 21/08/19, peregrinaram à antiga redução de Santiago Apóstolo – 24.3 km, onde ocorreu visita à igreja, praça e ao museu de arte sacra. No quinto dia 22/08/19, caminharam até Ayolas – 29.8 km. Caminhada em terreno plano por santuários de pássaros, onde foram diretamente para o “Cais do Porto”.

No sexto dia, 23/08/19, foram a San Cosme Y San Damián. Após o café da manhã, visitaram ao museu e hidroelétrica de Yacyretá. San Cosme e Damián foi o principal Centro Astronômico da América do Sul (única igreja primitiva em funcionamento). No sétimo dia 24/08/19, se dirigiram a Cel. Bogado, 25.2 km, terra de “Chipas”. Trajeto pela barragem de Yacyretá. No oitavo dia 25/08/19, a caminhada foi até Fram – 32.9 Km. Região predominantemente agrícola e colonização europeia.

No 9° Dia 26/08/19, o trecho foi à La Paz – 20 km. Trajeto do dia por caminhos de campo, riachos e terra. No décimo dia 27/08/19, peregrinaram até Jesús de Tavarangüé, Patrimônio da Humanidade – 19.75 km – visita guiada e vivência: “preparação mate cozido”. À noite show especial “histórica das Missões”. No 11° Dia 28/08/19, caminhada à Santísima Trinidad – 19.7 km., por estradas, campo e mata. Visitaram área indígena e foram guiados por um “guarani” para conhecerem a cultura local. Seguiram a Itacaron, local de retirada das pedras para construção de Trinidad. Na chegada ocorreu guiada ao Patrimônio Cultural da Humanidade. Ao entardecer Espetáculo de Luz, dentro das ruínas.

No 12° Dia 29/08/19, Santíssima Trinidad à Corpus Christi – 31.7 km. Passando por Obligado em direção ao Rio Paraná. Passagem do Paraguai para a Argentina, passaram o rio de barca. No décimo terceiro dia 30/08/19, seguiram a San Ignácio Mini. 17.5 km. Trajeto pelo antigo caminho que ligava estes provados no período reducional. Ocorreu visita guiada as ruínas de San Ignácio Mini, Patrimônio Mundial. Ao entardecer participaram do Espetáculo Luzes e Som, dentro das ruínas.

No 14º dia 31/08/19, peregrinaram à Nuestra Señora de Loreto, outro Patrimônio Mundial – 21 km, onde visitaram o local da primeira imprensa da América. No 15º Dia 01/09/19, seguiram à Santa Ana, mais um Patrimônio Cultural da Humanidade das Missões. Visitação guiada, depois seguiram por antigos caminhos ao Complexo Don Rodolfo, que fica ao lado do Parque de LA CRUZ, maior cruz do mundo.

No 16º Dia 02/09/19, seguiram a Cerro Azul – 32.4 km. Dia de contemplação e vivencias pessoais em meio à floresta missioneira. No décimo sétimo dia de caminhada foram à Escola

537 – 18 km. Caminho muito arborizado durante os 11 km iniciais. Após trecho de subidas e descidas mais íngremes. No 18º dia 04/09/19, peregrinaram ao povoado de Mártires Del Japon e antiga redução de Santa Maria la Mayor, Patrimônio Mundial e depois seguiram a Itacaruaré – 34.2km. No 19° dia 05/09/19, caminharam a Porto Xavier, ultrapassando o território da Argentina e entrando no Brasil, por 24.2 km. Cruzaram o Rio Uruguai de barco.

Hoje, vigésimo dia de caminhada estão fazendo a peregrinação de Porto Xavier à Pirapó, por 33.3 km. Estarão passando pelo município de Roque Gonzáles, onde está o Santuário de Assunção de Ijuí, local da morte do Santo Católico João de Castilhos. Por caminhos de terra cruzarão o rio Ijuí de barca.

A partir de amanhã seguirão pelo seguinte percurso:

21° Dia 07/09/19 – Sábado – Pirapó a São Nicolau. 21 km. Caminho por estrada de terra, chegando ao meio-dia em São Nicolau. Aproximadamente às 16horas visita guiada a sala de exposição – Fragmentos de uma Civilização, Sitio Arqueológico e ao Casarão Silva.

22º Dia 08/09/19 – Domingo – São Nicolau a Rincão dos Teixeira. 16 km. A 16 km, local de apoio na fazenda de Irene Both. À tarde mais 15 km até chegar ao local de hospedagem, uma escola desativada aos cuidados de Dona Antônia.

23º Dia 09/09/19 – Segunda-feira – Rincão dos Teixeira a São Luiz Gonzaga. 17 km. Seguindo para São Luiz Gonzaga, na cidade visita à Gruta Nossa Senhora de Lourdes e está relacionado com a História da Coluna Prestes. O mesmo local da cidade foi povoado missioneiro no período Jesuítico Guarani. Tem boa estrutura de comércio e serviços. À tarde visita guiada aos outros atrativos locais (igreja, museus, praça). 24° Dia 10/09/19 – Terça-feira – São Luiz Gonzaga à Laranja Azeda. 22 km. Percorrendo praticamente o mesmo caminho do período Jesuítico-Guarani. Hospedagem e alimentação em uma propriedade rural. Convívio com família interiorana: histórias e causos do dia-a-dia do homem do campo.

25° Dia 11/09/19 – Quarta-feira – Laranja Azeda à Santuário do CAARÓ. 21 km. Visita ao Sitio Arqueológico de São Lourenço Mártir, envolvente e místico. Seguimos 12 km até chegarmos ao Santuário do CAARÓ, envolto pela natureza, fonte de água milagrosa e a história do início dos primeiros povoados Jesuítico-Guarani.

26º Dia 12/09/19 – Quinta-feira – Santuário do CAARÓ a São Miguel das Missões. 23 km. Saída por campos e estradas de terra e asfalto para chegar a São Miguel das Missões. Em torno das 16h30min, visita guiada ao Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo – Patrimônio Mundial da Humanidade, Museu das Missões e o artesanato Guarani. Ao entardecer, Espetáculo de Som e Luz no Sítio Arqueológico (com duração de 48 min).

27º Dia 13/09/19 – Sexta-feira – São Miguel das Missões a Carajazinho. 32 km. Trecho pela manhã de 17 km. Estrada e trajeto por propriedades agrícolas sendo possível avistar açudes, animais silvestres e lavoura irrigada. Parada para almoço em uma “granja”. Oportunidade para conhecer a diversidade de produção de grãos: ervilha, milho pipoca, feijão, soja, trigo, etc. Mais 13 km está o antigo casarão (Bolicho) do Sr. João de Matos. Noite com causos, histórias, declamações gauchescas.

28º Dia 14/09/19 – Sábado – Carajazinho ao Parque das Fontes. 27,5 km. Pela manhã 12,5 km até o Sítio Arqueológico de São João Batista. Visita ao antigo povoado que foi a 1ª fundição de ferro do Sul do Brasil. Trilha ecológica e cultural para conhecer tipos de plantas e de árvores

utilizadas por índios e padres jesuítas. À tarde mais 10 km, até chegada final no Parque das Fontes. Local com ampla área verde com opção de banho em piscinas de água natural (verão).

29º Dia 15/09/19 – Domingo – Parque das Fontes à Santo Ângelo. Programa especial de chegada do 1° caminho oficial PY, AR, BR. Inicio da manhã livre, 11 horas da manhã caminhada pelo parque, após almoço. As 15horas trecho final de 15 km do caminho. Chegada a Santo Ângelo, o último povoado a ser fundado pelos Jesuítas. Programação Especial de final do “Camino de las Misiones”, com o espetáculo Missa da Terra Sem Males em frente a Catedral, com coral de 200 vozes.

Com a chegada se completarão 30 dias de ação, entre visitas e caminhadas, percorrendo o maior caminho de peregrinação da América, um verdadeiro mergulho na história de formação do território.

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Ai, na imagem, o dono do Borraio Minhas Origens, Jânio Guasso e, ao lado das gurias, o dono do Ponto de Memória, Valter Braga, conhecido como Coelho.
Ambos são proprietário de pontos turísticos na velha e boa terra de São Miguel e merecem não só a honra de sua visita, mas de todo o prestígio possível a estes incansáveis lutadores em prol de nossa cultura.

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A atração do turista motivado pela visualização tão somente de atrativos culturais, por vezes pena com a exposição abundante de imagens no internet, tornando a visitação pouco motivadora.
Daí a importância de se agregar atrativos no entorno e no caminho dos mesmos, tais como abundante e qualificada praça de alimentação, rede hoteleira, pontos de entretenimento, etc…

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Área indígena em São Miguel das Missões recebe certificado internacional de patrimônio do Mercosul

Local sagrado para o povo Guarani está na área que corresponde ao Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo.

Por G1 RS

08/02/2019 14h07  Atualizado há 2 dias

Município foi reconhecido como local sagrado para o povo Guarani. — Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania/Divulgação

Um área construída e habitada por ancestrais indígenas em São Miguel das Missões, na Região Noroeste do estado, recebeu o certificado internacional de patrimônio do Mercosul. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, participou da entrega. A Tava, local sagrado para o povo Guarani, está na área que corresponde ao Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo.

“Não existe fronteira de Brasil, de estado e de município no nosso conceito Guarani. É com isso que nós vivemos nesse território. Esse espaço para nós é muito sagrado. Derramou-se muito sangue e mesmo assim estamos vivendo e resistindo. Que tenha esse olhar de respeito, de fortalecimento e de reconhecer de fato a presença e a continuidade da vida do povo Guarani e das nossas futuras gerações”, disse o coordenador da Comissão Guarani Yvyrupa, Marcos Tupã.

Esta foi a primeira ação da campanha do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que tem como objetivo valorizar a cultura da Região Sul.

“Esse é um lugar que tem essa energia muito especial. Quando o Iphan foi criado 82 anos atrás, este foi o primeiro lugar de tombamento, como patrimônio imaterial. O museu aqui em frente é uma joia, um orgulho nosso. Trabalhamos muito para que essas pedras, esse local sagrado respeitasse a sua alma, porque ninguém pode separar o material do imaterial. Por isso, o reconhecimento da Tava pelo Iphan, o respeito à nação Guarani, o respeito a esse palco histórico, de lutas e disputas, para nós, um país multicultural, construído por todos. O patrimônio é diverso, é plural e une a todos”, disse a presidente do Iphan Kátia Bogéa.

O lugar foi reconhecido como patrimônio da região no encontro da Comissão do Patrimônio Cultural do Mercosul, em outubro, no Uruguai.

A titulação significa o reconhecimento da presença ancestral dos Guarani no território Yvy Rupá, que hoje integra o Brasil, a Argentina e o Paraguai. Para os Guarani, os países reúnem uma grande rede étnica formada por aldeias, caminhos e locais sagrados. Transitar livremente por esse território, como fizeram seus ancestrais, é um dos fundamentos que os indígenas desejam preservar. A Tava também é registrada como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Iphan.

Nesta sexta, São Miguel das Missões também recebeu a primeira etapa da obra de requalificação urbanística do entorno do Sítio de São Miguel Arcanjo, com investimento aproximado de R$ 3 milhões, por meio do PAC Cidades Históricas. Estão previstas ainda a construção de ciclovias, faixas, sinalização, iluminação e adequações em praças da cidade.

“Nós queremos com os incentivos culturais, de todas as formas que nós pudermos ajudar, nós vamos cumprir essa etapa. Vamos reforçar esse trabalho grande que é feito no estado pelo Iphan. Tudo que representa este sítio será um investimento de R$ 70 milhões. Queremos, com investimentos culturais de todas as formas, cumprir rapidamente as etapas”, afirma o ministro.

Obras no estado

Para todo o estado, o PAC prevê o investimento total de R$ 154,43 milhões. São 29 obras previstas em quatro cidades do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, São Miguel das Missões, Jaguarão e Pelotas. Do total, R$ 36 milhões já foram investidos em obras como a Restauração do Mercado Público, em Porto Alegre.

Patrimônio Cultural

Ao todo, a Região Sul possui mais de 150 bens tombados individualmente e 13 conjuntos urbanos tombados pelo Iphan, além de quatro patrimônios imateriais registrados: a Tava, lugar de referência para a memória e a identidade do povo Guarani (RS), o Fandango Caiçara (PR), a Procissão do Senhor dos Passos (SC) e as Tradições Doceiras da Região de Pelotas e Antiga Pelotas (RS).

Tava

Para os Guarani-Mbyá, a Tava é um local onde viveram seus antepassados, que construíram estruturas em pedra nas quais deixaram suas marcas, e contém os corpos dos ancestrais que se transformaram em imortais; onde são relembradas as “belas palavras” de Nhanderu (“Deus Verdadeiro”, na linguagem guarani).

A Tava também é considerada um lugar de referência por ser um espaço vivo que integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Seu valor patrimonial reside na capacidade de comunicar temporalidades, espacialidades, identidades e elementos da cultura indígena cravada na história brasileira

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Ponto de Cultura, em São Miguel das Missões, continua a receber turistas que visitam a cidade de São Miguel das Missões/ RS, Patrimônio Mundial Cultural da Humanidade.

Ao visitar à cidade, visite o Ponto de Cultura; a Fonte Missioneira; nossas igrejas, lindas…, nossos CTGs e saiba o quanto é rica nossa história.

Aí próximo, outros Sitios Arqueológicos que compõem a história jesuítica-missioneira, com destaque para São João Batista, no município de Entre Ijuís; Santo Ângelo, a capital dos 7 Povos e São Lourenço Mártir, em São Luiz Gonzaga.

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O melhor do Carnaval 2019 no Brasil foi recheado do tema Missões. Dentro das transmissões que ocorreram para o mundo a partir de São Paulo e Rio de Janeiro três escolas de samba apresentaram em seus enredos o tema das Missões Jesuítico-Guarani.
No Grupo Especial de São Paulo, nos dias 1º e 2 de março, a Acadêmicos do Tucuruvi tratou da temática da liberdade. Produziu críticas políticas e sociais, abrangendo desde a chegada dos portugueses ao Brasil até os dias de hoje. O enredo da Tucuruvi foi “Liberdade: um canto retumbante de um povo heroico”. Uma das alas mostrava a Cruz Missioneira, rodeada por jesuítas, tendo ao seu lado vários índios.
No Carnaval do Rio de Janeiro dos dias 3 e 4 de março, duas escolas de samba retrataram os temas missioneiros. A BBC que espalhou notícias para o mundo escreve que a Escola de Samba Mangueira mostrou “As histórias do ‘país que não estão no retrato”. A Estação Primeira se sagrou vitoriosa no carnaval de 2019 do Rio com sua proposta de contar o “avesso” da história do Brasil – com um samba-enredo que jogou os holofotes do Sambódromo sobre heróis “apagados” da história e sobre as lutas de indígenas, negros e mulheres ao longo dos séculos após o descobrimento. “História para ninar gente grande” foi o enredo da escola.
A tradicional escola verde-e-rosa do Rio conquistou seu 20º título neste carnaval, com um desfile que arrebatou o público no Sambódromo na segunda-feira de carnaval, com as arquibancadas lotadas cantando de cabo a rabo o samba que caiu na boca do povo antes mesmo dos desfiles, cantado em festas, blocos e nas ruas, e com trechos estampados em camisetas.
Especificamente sobre Sepé Tiaraju, um dos temas centrais com ala representativa, homenageou o chefe indígena sulino – em sinopse distribuída à imprensa mundial a Escola diz que foi chefe indígena na região dos Sete Povos das Missões – hoje parte do Rio Grande do Sul, liderou a Guerra Guaranítica, rebelião dos índios guaranis em reação à assinatura do Tratado de Madri pelas coroas de Portugal e Espanha em 1750. Sepé organizou a resistência contra as forças ibéricas que foram enviadas para fazer cumprir a ordem. No tratado, a Espanha cedeu a região das Missões a Portugal em troca da Colônia de Sacramento, no atual Uruguai. A ordem foi que os guaranis evacuassem suas aldeias estabelecidas por boa parte do atual Rio Grande do Sul. Com apoio de padres jesuítas, o cacique organizou a resistência contra as forças ibéricas que foram enviadas para fazer cumprir a ordem, e acabou sendo morto e martirizado em combate em 7 de fevereiro de 1756.
Atualmente tramita um pedido de canonização no Vaticano, onde já se tem um primeiro resultado que é o título de “Servo de Deus” dado a Sepé Tiaraju, único herói índio da Pátria Brasileira.
Outra escola, a Beija-Flor apresentou dentro do seu enredo do Carnaval 2019, o velho tema vencedor do ano 2005 – Sete Missões de Amor. A campeã de 2018 comemorou os 70 anos de história na Avenida com o tema “Quem não viu, vai ver… as fábulas do Beija-Flor”, que foi desenvolvido pela comissão de Carnaval. Dentre as temáticas mostradas pela escola a agremiação se voltou para as terras dos Pampas, onde Sete Povos, na fé e na dor, ergueram sete missões de amor, em meio à liberdade dos campos e aldeias, como dizia a sinopse divulgada pela comunidade de Nilópolis.
Com todas estas demonstrações divulgadas é importante que a sociedade se fixe no peso da história estabelecida nas terras vermelhas do Sul e que refletiram mundialmente através dos grandes escritores em diversos séculos como Voltaire e Montesquieu – ambos do Iluminismo Francês; Muratóri – o principal filósofo italiano dos anos 1700; Bernstein, Kautski, Plechanov do leste europeu. Entre tantos outros, podemos designar Rafael Carbonell de Masy mais hodiernamente que diz que o cooperativismo no mundo iniciou nas Missões em 1627.
Visitar as Missões é mergulhar na formação da América Latina, na parte brasileira são Sete Povos, no Circuito Internacional das Missões são Sete Patrimônios Culturais da Humanidade pela UNESCO – mais informações www.caminhodasmissoes.com.br – operador receptivo nacional e internacional e www.pousadadasmissoes.com.br – sistema hoteleiro ao lado do Patrimônio Mundial em São Miguel das Missões.

José Roberto de Oliveira, pesquisador.
+55.55.9.9638.6360

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Tudo vale no mundo do cafundó:
Até atribuir poderes místicos, transformar Sepé Tiarajú, o herói morto pelas costas, com um ‘chumaço’ português, em campos onde mais de mil almas guaranis foram massacrada aqui no Sul do país.
A princípio, o agora herói nacional, primeiro índio da América assim reconhecido como tal, arromba as portas do Vaticano em busca que o reconheça com poderes de santo.

Santo Sepé Tiarajú, também seria o primeiro santo, índio, do Sul do Brasil, do Brasil e, das Américas, se não me falha à memória.
Claro, o objetivo de se lograr a santificação de Tiarajú, seria fortalecer o turismo local, o religioso, ainda não tão fragilizado na região e, com esperanças que uma mini ‘padroeira do Brasil’, venha um dia a florescer também aqui.
Líder, na resistência aos exércitos de governos invasores, Sepé foi morto com um tiro pelas costas e, depois, contam, teria sido decapitado e queimado.
Com a proliferação de igrejas e do mercado da fé, mesmo assim a esperança é que sirva o artifício para motivar não só a manutenção do interesse pelas Missões ao Sul do país, mas de sua ampliação, uma vez que com o acesso dos meios de comunicação, este fenômeno – da fé -, poderá fácil e inteligentemente motivado a se ampliar.

Enfim, tudo é válido ou, ao menos, passou a ser válido no mundo atual, desde que fomente lucro, desenvolvimento, não importa se os elementos explorados são de escala terrena ou do campo da subjetividade, tudo vale no mundo atual e, Sepé, pode que venha assim até a fazer milagres, como conceder o perdão desta, para os pecadores, tantos, nestas paragens de carências mil.

 

 

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Eu não troco meu ranchinho amarradinho de cipó
Por uma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia, lá pr’aqueles cafundó.

 

Pois, é, pois é, aí o Chico e a Trindade, sua esposa.

    Toda tardinha, em seu ‘ranchinho’, que não é coberto de cipó, Chico e a Trindade aguardam o entardecer na querência e, uma vez por outra, recebem, com as duas mãos, o Liberdade.
    Pessoas queridas, importantíssimas, aqui de São Miguel das Missões e gente que preza à leitura, o respeito e tomar um bom chimarrão, após um longo dia e muito trabalho.
Grato pelas coisas boas, também agradece as que considera ruim. Diz que sem ela, a vida não teria sabor e, viver bem é saber viver. Então…

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     Desde que o projeto de peregrinação começou a ocorrer há 17 anos no “Caminho das Missões” está previsto para estabelecer a rota internacional entre a primeira redução jesuítico-guarani (San Ignacio Guazú 1609 – Paraguai) e a última (Santo Anjo 1707 – Brasil).
     Depois de dezessete anos de caminhadas e cicloturismo no lado brasileiro entre San Borja e Santo Ângelo, a internacionalização começou ao lado da Argentina, onde duas caminhadas experimentais foram realizados: em 2017 em outubro e em fevereiro de 2018. O itinerário no lado argentino começa na Redução de Córpus Christi / San Ignácio e atinge a costa brasileira em San Javier / Porto Xavier, onde continua até San Nicolau e depois pelas antigas estradas já experimentadas até Santo Ângelo.
     Neste momento, caminhadas experimentais serão realizadas no lado do Paraguai, a partir de San Ignacio Guazú, através do território reducional nos departamentos de Misiones e Itapúa, atingindo a costa com a Argentina em Bela Vista-PY, passando a Córpus Christi -AR, chegando a San Ignácio, onde será encerrado após 13 dias de caminhada.
     A importância do que acontecerá entre os dias 19 de agosto (lançamento) e 20 (início da caminhada) e 1º de setembro, no primeiro caminho experimental paraguaio e de 22 de outubro a 3 de novembro na segunda caminhada experimental no Paraguai, é que o conjunto do “Caminho das Missões Internacional” se estabelecerá com o itinerário completo unindo o antigo sonho de interligar a primeira à última redução jesuítico-guarani.
     Em uma fase posterior, uma nova etapa será trabalhada em um novo tramo ao Sul da Argentina, começando em Yapeyú e que se juntará ao caminho atual brasileiro em São Borja, produzindo a integração do conjunto dos 30 povos.
    Andar a pé ou de bicicleta pelas antigas estradas dos jesuítas e índios guaranis é o que os peregrinos fazem fizeram nas terras vermelhas das Missões nestes últimos dezessete anos. Entre cidades Patrimônio Cultural da Humanidade e nacionais, sítios arqueológicos, museus, paisagem e cultura do mundo missioneiro, permitindo um verdadeiro mergulho na formação da América Latina.
    Uma das histórias mais emocionantes da humanidade ocorreu nas fronteiras dos atuais Brasil (Missões-Rio Grande do Sul), Argentina (Misiones e Corrientes), Paraguai (Itapuá e Misiones) e Uruguai. Entre os anos de 1609 e 1768, os padres jesuítas e os índios guaranis construíram um novo modelo de convivência para a humanidade.
    As Missões foram constituídas pelos jesuítas a partir das utopias de Morus, Bacon e Campanella. Lugon disse que foi a mais original das sociedades realizadas. Charlevoix e Muratori a reconheceram como um modelo sem precedentes da sociedade cristã.
     A revista Lés Lettres Edificantes et Curieuses, dirigida pelos jesuítas na Europa, comparava os guaranis aos primeiros cristãos e descreva suas comunidades como “a realização ideal do cristianismo”. Voltaire afirmou que o projeto jesuíta-guarani foi um “triunfo da humanidade”.
    Montesquieu chamou de “primeiro estado industrial da América”. Pablo Hernández na Organização Social das Doutrinas Guarani, escreve que o maravilhoso surge a cada passo. O filósofo Rayal escreveu: as leis foram observadas, uma civilidade exata reinou, os costumes eram puros, uma fraternidade feliz unia os corações, todas as artes da necessidade foram aperfeiçoadas. A abundância era universal. “O mundo novo que estamos procurando realizar não pode menosprezar a lição fornecida.” Rafael Carbonell de Masy, diz que é hora de resgatar a verdade sobre a origem da primeira cooperativa do mundo, nascida em 1627, nas Reduções Jesuítico-Guarani.
    Neste momento está se lançando a internacionalização do ‘Caminho das Missões’, um sonho desde 2002 que vinha sendo realizado do lado brasileiro com 14 dias que partem de San Borja, 8 dias de São Nicolau e 3 dias de São Miguel, sempre chegando a Santo Ângelo. Muito mais do que um passeio turístico, o Caminho das Missões é um itinerário interativo onde a superação de desafios pessoais proporciona uma experiência inigualável de liberdade e autoconhecimento.
Estamos reunidos para fazer história. Que San Inácio de Loyola, Santos Roque Gonzáles – Afonso Rodrigues, João de Castilhos, entre tantos outros Jesuítas e Guaranis e o eterno Corregedor Sepé Tiarajú nos protejam em nossa busca pela TERRA SEM MALES.

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Nestes tempos, quando a figura do homem, do pai, anda tão deixada de lado, aí a imagem, bonita, do filho homenageando o pai….

Sim, nos últimos tempos o pai passou àquele sujeito a tudo; a responsabilização por possíveis e impossíveis maus feitos, enfim, muita coisa de negativo. Foi relegado hoje a um terceiro plano.

Pai herói, pai esquecido, pai sofrido, não deixou de ser pai.

Te poste no posto de pai e veja o que é ser amante, de verdade, àquele que se doa em prol de sua prole, de sua amada, não abandona nunca suas responsabilidades,…. em troca de tão pouco!!