Eu, o campo, meu cavalo e as tralhas do meu pai!

Eu, o campo, meu cavalo e as tralhas do meu pai!

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Ainda se vê, por estes campos de Deus, gente que guarda as tralhas de seu velho pai.
Vezes que outra, já dos avós, de algum bisavô, afinal o tempo passa e a gente também, sempre com ele.
Mas é tão bom ver que ainda tem alguém e sempre há de existir, daqueles que guardam as boas recordações do passado. Ainda mais quando este passado é glorioso, cheio de simplicidade, de respeito e cortesia.
Sim, mas não queiramos nós que aí existam perfeitos, não seria demais, isso não existe. Até que deveria mas o destino assim não o quis e onde houver um humano, as limitações serão latentes.
Mas como falamos em coisas boas, aí estão relíquias, para alguns, tralhas, mas que cada uma delas guarda um valor imenso não só por marcar época, mas por trazer pedaços de alma de nossa gente, fragmentos de nossa história, orgulho de nosso passado.vezes, sim, ainda me lembro, mexendo no brasedo, fumaça castigando os olhos, as mãos e lábios rachado do frio, fachos de saudades de um tempo rude que não volta mais.
Sim também que nos dias atuais, nos tornamos lerdos, muito mais sensíveis – por exemplo -, às interperies do tempo, as facilidades da evolução.
Mas o cavalo, o cusco vadio sempre á minha espera, as minhas tralhas do galpão em minha alma, me acompanham campo a fora, todo santo dia.

E todo dia, é dia de recordar o meu pai.

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