Relatos de golpes, praticados por miguelinos, em cidades vizinhas, não expressam o desejo da grande maioria de nossa gente.
  Inúmeros, em diversas modalidades, de todo tipo e forma, a verdade é que há sim motivos para o entendimento deste fenômeno que traz uma imagem tão ruim para o nosso município, de São Miguel das Missões.
   Para deixar claro, ao que se constata, parece que nada se compara, proporcionalmente, ao volume local.
E não é só em municípios no entorno, mas aqui dentro mesmo. Prática exaustivamente reclamada, principalmente pelo comércio local.
    Alguns proprietários chegam à dizer que, para inúmeros após terem sido lesados profundamente e repetidamente, mesmo assim, com a maior cara-de-pau voltam, tentam nova compra e, acabam levando.
                     O Jornal Liberdade questionou o porquê então de se liberar novo crédito?
    A resposta foi que devido à necessidade que uma empresa tem, ao atuar em pequeno município como é o caso de São Miguel, precisa quase que sempre e desesperadamente do chamado “fluxo de caixa” ou… capital de giro.
    Daí que, com o “tufo” posto, ao ver a possibilidade de garantir ao menos o custo da nova venda, o restante lhe traz alguma esperança que a paga, desta, venha.
    Claro, como não adianta após tantos esforços, mencionar o passivo nem é mais cogitado muitas vezes. Isso, inclusive, por funcionários que tem a paga certa todo o final do mês.
   O porque desta cultura aí enraizada?
O Jornal Liberdade procurou saber na comunidade do porque desta cultura tão disseminada e já entronizada no município?
(Considerem que por medo, a grande maioria aqui procura não se identificar, a mode as represálias de uma ou outra forma!)
Ai vai…
a)A tutela e a cultura de manter uma parcela da população na dependência a mode os interesses políticos de oligarcas locais;
b)A prática enraizada de atirar as migalhas da mesa para à população reclamante, exigente, habituada e nem sempre faminta.
c)O entendimento que pedidos de “favor”; de “ajuda”, serão retribuídos no ‘tempo àquele’, período eleitoral, retribuição que nem sempre se confirma, mas aproxima o eleitor do candidato. Cria um hábito.
c)Puritanismo e lascividade política ao mesmo tempo. Ou seja, se de um lado o poder se precavê a si de todo e qualquer risco para si de evadir-se dos braços da lei; de outro, confiante, deita e rola naquilo que a lei não regulamenta.
d)Ai, o bem comum é o bem das famílias, ora proprietárias do poder ou, às margens dele e que se locupletam com a posse do mesmo. Estes precisam do exército de alijados e, já relaxados para consigo mesmo, para se eternizar na função de explorá-los;
e)A perpetuação desta situação, inédita quem sabe na região, no Estado pela agressividade-morna, também perpetua as “panelas” ai instaladas, legalizadas, oficializadas ou não e os nichos de bactérias públicas, no âmbito público e no âmbito privado.
f)O desinteresse pelo social; a certeza da impunidade; a segurança da ausência de órgãos competentes e fiscalizatórios locais e para atuação local para e com capacidade de desestruturar esta malandragem institucionalizada;
g)A relação próxima entre funcionários públicos e a política;
h)A por vez promiscua relação entre religiosos, “igrejas” e igrejas e àqueles (letra g!)
i)Outros…

largo e ao lado de sua história, uma das maiores oportunidades de sua vida moderna. Fato este se refletindo na evasão e fuga de material humano em seu momento considerado mais ativo de produção; de seus jovens; de sua capacidade empresarial e de atrair e manter investidores e investimentos na zona urbana do município, considerado as proporcionalidades aí estabelecidas.

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