Liberdade entrevista: Daniel Mascharin

Liberdade entrevista: Daniel Mascharin

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Conversamos com o funcionário público e topógrafo, Daniel Mascharin, sobre projeto de sua autoria, que contempla vários elementos no local onde seria construído o Parque Industrial de São Miguel das Missões

 Em uma área aproximadamente de 4 hectares, dentro de uma maior de cerca de 38 hectares, de poder do poder público municipal de São Miguel das Missões, Daniel projetou espaço que contempla um Parque de Rodeio; Pista de Velocross; Play Ground para a criançada se divertir; Anfiteatro natural; Parque de Exposição e um lago de aproximadamente 2 hectares onde será construído restaurante; local para camping e várias outras possibilidades de atrativos na área localizada a esquerda de quem sai de São Miguel, ao lado da RS 546, em direção ao trevo que dá acesso ao município no município de São Luiz Gonzaga.

Ficamos maravilhados com o projeto desenhado pelo Daniel, da exequibilidade e da viabilidade tangível de se executar o mesmo.

Projeto bem elaborado, satisfatório para as demandas locais e, que, inteligente como é acrescentar algumas imagens relacionadas nele com nosso legado histórico jesuítico-guarani, deve ficar maravilhoso.

Sobre os recursos para a execução do mesmo, Mascharin nos convenceu que com grande parte possível de ser realizado pelo próprio poder público, não seria difícil encontrar interessados em ajudar na construção deste investimento. Ainda mais em um Parque de Rodeios.

Feito isso, o Jornal Liberdade questionou o criador do projeto sobre alguns temas pertinentes ao mesmo:

L – Daniel, se de acordo com a inteligência do projeto aí mostrado; da exequibilidade de sua execução, resta algumas perguntas que gostaríamos de realizar…

Estamos contidos em uma região que começa e passará por profundas transformações: a forma de fazer comércio; mudança de atividade laboral; envelhecimento da população remanescente em nossos municípios; população de Turistas que nos visitam ter características setorizadas como as voltadas ao Turismo Cultural/ Turismo de curiosidade e por aí a fora, o que tudo junto se desenvolve em um contexto que vem motivando a redução da população e o desinteresse em acontecer investimentos mais vultuosos.

Se assim, como vês a possibilidade de encontrarmos motivo para manter e até alavancar um projeto desta envergadura, que não o Parque de Rodeios, mas o Parque Aquático que demanda um elevado grau de custos para sua manutenção e dessa magnitude, como os demais?

Daniel Mascharin – Devo admitir, Sartori, que se não houver o envolvimento da própria comunidade; se não for desenvolvido outros projetos em paralelo, na mesma direção e com os mesmos objetivos, tal projeto ou qualquer outro que se intencione em fazer, passará por dificuldades como dizes, não em ser executado no caso, mas na hidratação do interessa da população local ou que nos visite a ponto de manter tal projeto.

 

L – Diante deste fato, o que te leva a crer que estas premissas que julgas fundamental se crie ou, se desenvolva?

Daniel Mascharin – Bem, como cidadão de São Miguel das Missões, como adoro esta terra, meus filhos amam o lugar onde nasceram e ainda vive, entendo que devo acreditar e investir nela.

Claro não de forma cega, mas considerando que ao contrário do que tem acontecido, do que vem acontecendo, algo precisa ser feito, que precisamos mudar ou caso contrário, acabaremos cada vez mais distanciado de nossos sonhos de vermos nosso município se desenvolver não só para poucos, mas para toda a nossa comunidade.

 

L – Hoje, vimos cidade como Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, penar pela fraca força política; pelo fraco desenvolvimento de suas matrizes de produção.. vimos pequenas cidades similar à nossa ampliar o leque de pessoas com idade avançada e reduzir àquelas em idade dita ‘mais produtiva’; vimos o comércio presencial desaparecer a cada dia; a questão da mobilidade se transformar com tendência à redução do número de caminhos, como pensar que na grota hoje se justifique algum tipo de investimento do tipo, de valor considerado alto, que venha ser feito aí como melhor opção daquele que poderia ser feito – por exemplo – próximo a uma importante via de trânsito?

Daniel – Verdade, Sartori. É algo para se preocupar.

Diante de tudo isso, vejo ainda quantos projetos que a gente ansiava ver aqui realizado e acabou não acontecendo. Outros tantos anunciados e que também não aconteceram. Também outros que anunciam e que se sabe, também não acontecerá.

Ainda há poucos dias, li no Liberdade de uma importante empresa ter fechado às portas aqui em São Miguel. Foram mais de R$ 3 milhões investidos.

Pois é, agora há pouco, outra, aqui do lado, um ponto de comércio que mais se destacava como um grande ponto de cultura, algo inédito e inovador, também fechou. Tens razão nas coisas que questiona.

 

L – O visível desprestígio das melhores labutas de nossos prefeitos em prol do Turismo não acontecem, se arrastam á décadas e só tem ridicularizado a ação cara (para o povo) de seus esforços tem por si só justificado a ação da pouca defesa do governo deste projeto, temendo ‘dar uma outra furada’?

Daniel Mascharin – Creio que não. Até antes de vir para cá, consultei meus colegas sobre a adequação de meu interesse em tornar público este desejo que não é só meu, mas que traz o como objetivo satisfazer a nossa comunidade que, a bem que se lembre, me paga para que eu faça o meu serviço, mas o governo se mostra receptivo ao projeto, que é de todos nós, tanto que já investe em várias frentes para que aconteça e, quiçá, o mais próximo do aqui por mim desejado.

 

L – Todo o projeto tem vantagem em ter um espaço de tempo para finalizar.  Teria um prazo, uma perspectiva de quanto tempo se demoraria para à população contar com este produto?

Daniel Mascharin – Tem coisas aí que eu possa não chegar à ver (risos!!), mas a intenção é de que aos poucos e com o desenvolvimento esperado de algumas parcerias, muitas já sendo encaminhadas, quem sabe pra nossa surpresa, em breve teremos todo ele realizado.

Claro, Sartori, concordo com teus questionamentos se levarmos em conta a atratividade de tal projeto para além de 20, 25 anos. Por tudo àquilo que você falou, inclusive pela mutação de interesse do público mais jovem no que tem se tornado ou não interessante para eles, mas entendo que alguma coisa precisa ser feita e assim penso que faço a minha parte.

 

 

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