Multinacional John Deere deve fazer mais investimentos em duas fábricas no Estado

Multinacional John Deere deve fazer mais investimentos em duas fábricas no Estado

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A fabricante norte-americana anunciou que está em estudos a ampliação das duas plantas no Estado – Horizontina (Região Noroeste) e Montenegro (Vale do Caí), ambas incluídas na fase fina da formatação do Factory Master Plan (plano que orienta os novos produtos que a fabricante lançará nos próximos 5 anos) da multinacional.
A declaração do presidente da empresa no Brasil, Paulo Herrman, gaúcho natural de São Lourenço do Sul ao falar para empresários em evento na Federasul.
Ainda sem valor definido, a empresa deve investir algo em torno de R$ 100 milhões na planta no noroeste do Estado – Horizontina -, onde a empresa emprega cerca de 000 funcionários direto.
Na planta, em Horizontina, município considerado detentor das melhores terras agriculturáveis do Estado, são produzidos três modelos de plantadeira e sete de colheitadeiras. A ampliação, que será 90% voltada para o mercado interno e o restante para exportações, agora depende apenas de um acordo com o governo do Estado para a construção de um novo acesso à fábrica, diz Herrmann.
A John Deere negocia uma compensação tributária para assumir os custos da obra, de 10 quilômetros. “Hoje, são cerca de 200 caminhões carregando matéria-prima e equipamentos que precisam cruzar a cidade para chegar até a fábrica”, explica Herrmann.
De acordo com o vice-prefeito de Horizontina, Jones Jehn da Cunha, a empresa já adquiriu uma nova área no distrito industrial da cidade para as áreas de logística, expedição e recebimento de matérias-primas. Além disso, diz Cunha, a empresa deverá erguer na cidade o Museu da Soja, com investimento de cerca de R$ 20 milhões, onde antigamente funcionava a fábrica da SLC, adquirida pela multinacional. No caso da unidade de Montenegro, o projeto de ampliação da unidade de tratores deve trazer uma resposta à investida da concorrente AGCO. A multinacional está trazendo ao Brasil a produção de uma nova marca, a Fendt, de tratores de alta potência, também fabricados no Rio Grande do Sul. Há dois anos, a John Deere ultrapassou a AGCO como maior fabricante de tratores do Brasil.
Herrmann deixou a entender que após Montenegro, será Horizontina, na Região Noroeste que também irá produzir tratores de alta potência. Também disse que os investimentos nas plantas no Brasil se dá graças a um “grande alinhamento dos astros” que favorece o cenário para a produção de grãos no país. Estima em um crescimento de 5% a 8% das vendas de máquinas agrícolas no Brasil, hoje o segundo maior mercado da empresa, só superado pelo norte-americano.
Herrmann estimou que em 2020 a projeção para a safra de soja deva crescer 7% e, do milho, 3%, o que deverá tornar o Brasil o maior produtor mundial.
Paulo Herrmann defende que neste constante processo de transformação, de tantas inovações tecnológicas, “tentar trazer os jovens de volta para o campo e algo fundamental. São eles que irão dominar facilmente as inovações” e a conectividade é algo fundamental para o processo de desenvolvimento que se experimenta para o futuro.

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