Nas redes sociais, escandalizados, professores e pretenso defensores de suas lutas salariais,...

Nas redes sociais, escandalizados, professores e pretenso defensores de suas lutas salariais, questionam:  “Porque à sociedade não vai às ruas defender à classe de professores?”

0 105

Teria, segundo eles e muitos, algo mais importante para um país que um professor (bem pago!) valorizado?    
Quem poderia nos dar esta resposta?
-Um mestre das ciências sociais?
-Um economista?
-Um político?
-Um psicólogo?
Ou… um mestre dos mestres, afinal, ele é o que ensina todas as outras profissões, os próprios professores? Resumindo, da própria classe, deveria sair a resposta que há tempos mais atormenta à classe do professorado em nosso país.
Mas se os mestres dos mestres não conseguem superar este dilema, da manifesta, declarada e vista falta de apoio por parte da sociedade, o que eles tem à dizer:

O Jornal Liberdade perguntou a alguns professores, “porque ele acha que a sociedade não toma atitude, não vai às ruas na defesa de tão nobre causa?” (Nos atemos tão somente à resposta, sem delongas ao entrevistado):
1-Porque não arde no bucho deles;
2-Porque o governador, Eduardo Leite vai acabar com o Rio Grande;
3-Porque no tempo do Tarso e do Olivio o professor foi valorizado;
4-Porque o Brito e depois o Sartori começaram a enterrar a educação e agora este vai terminar de matar…
5-Porque não cortam os salários deles, começando pelo governador, cobram das empresas o que devem,…
6-Porque para o governo ter um povo burro é melhor, porque burros não cobram nada dele!
7-Porque o Estado tá quebrado, mas tem gente ganhando muito e, o professor que deveria ser o mais valorizado, passa fome.
8-Porque estamos há mais de 6 anos sem aumento e, quem é que vive com um salário assim?
Paramos.

Aí, resposta dos mestres até de nossos mestres…
Disse-me certa feita um letrólogo, poliglota, escritor, enfim, um mar de especializações na língua portuguesa, cientista da UNISINOS, padre jesuíta, afirmou-me que sim, sem dúvidas, quem tivesse uma “pena”, se soubesse como explorar seu potencial, venceria qualquer Exército. Contou-me na oportunidade, também, de um causo bastante conhecido, que um rei, vendo-se em apuros diante da eminência de ver seu reino reduzido à cinzas por um grande exército inimigo e suas fronteiras mui fragilizadas, saiu do reino as pressas em seu cavalo sem dizer nada a ninguém. Foi-se para um reino distante, o que motivou um pânico na população pouco avisada das razões que teria feito tal loucura: deixa-los a todos ao léu diante de tão terrível ameaça e, assim o ‘atiraram na latrina’ como infame e covarde.
Alguns dias se passaram e, eis que volta o rei com outro companheiro cavalariano ao seu lado.
A turba queria trucida-lo, mas vendo que o estranho sugeria com o acenar da mão que ficassem calmo, resolveram arriscar. Afinal, naquelas alturas, até milagres eram esperados.
Alguém mais exaltado não se conteve e gritou: -Covarde, ao invés de ficar aqui dando forças e organizando tua gente, te manda e me aparece com este miserável aí e agora não temos tempo para nada.
Então o Rei, João a bem que se diga, disse: -Trouxe-vos à salvação, um sábio. Mandou que puxasse sua arma e mostrassem à multidão enfurecida.
O sábio, ao lado, sujeito magricela, pra não dizer raquítico, de tanto viver em uma montanha, arranca de uma pena, marca bic, que trazia presa à cintura por uma longa tira de couro e mostra ao povo, agora mais pasmo e pensando que o rei enlouquecera de vez.
Foi exatamente naquele momento que um sujeitinho também paupérrimo, frágil de tanto sofrer por meter o pau no lote de vadios que viviam sugando o feudo e o trabalho dos que trabalhavam e sustentavam o reino que desceu uma apazada, sua arma de guerra (apá) na cabeça do exaltado e repetiu o que dissera seu rei, Nabuco, digo, João:
-Calma, deixem o sábio trabalhar!
O resto da história a gente conta para nossos leitores outro dia. O final dela, teria resultado no enriquecimento do reino com a ajuda dos guerreiros antes invasores e que acabaram, os que não morreram carregando pedras para fazer cercados ao redor do reino, serviram ao povo fazendo e fornecendo massa para amassar à uva e fazer o vinho que os levara à ruína.

Moral da história:
Quando alguém disser: A educação é tudo; o professor é o mestre dos mestres; o policial é a salvação da sociedade; o jornalista é cão pra prefeitos medíocres; enfim, quando nos lançamos na defesa ou acusação de algo com extremismos e, utilizando o cérebro localizado em nosso aparelho digestivo, NÃO CONSTRUÍMOS NADA.
Já dizia o sábio Lavoisier: “Na natureza nada se cria, nada se perde, mas tudo se transforma!”, isso também é válido para as coisas físicas, mas nas relações outras como da mente e as que ainda não conhecemos.
Como vivemos em um mundo extremamente de egoísmo e que o Pai é o centro (de nossa hipocrisia) e, sequer conseguimos enxergar nosso irmão, ao nosso lado, É NATURAL QUE TENHAMOS UMA SOCIEDADE DOENTE, também carente de bons professores.

ARTIGOS SIMILARES

SEM COMENTÁRIOS

Deixar uma resposta