O (gigantesco) custo social em países latino americanos, em sua função de...

O (gigantesco) custo social em países latino americanos, em sua função de produzirem alimentos “para o mundo”

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A definição de qual seria nossa principal atividade, aqui nas grotas do mundo, espaço menos desenvolvido, nos reservou um destino que nos pesa e uma situação que ardilosamente plantada, nos deixa e faz difícil de entender.
Há alguns decênios, grandes empresas estrangeiras, de países ricos, concluíram que o alimento seria uma das peças importantíssima na geração de riqueza no futuro.
Daí que traçaram um plano de usar alguns países que poderiam vir a contribuir para tal intento, da forma mais eficaz o possível, claro, atendendo a crescente demanda por alimentos e lotando os seus cofres.
Assim, Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, etc…., países onde os recursos naturais abundam e terras cultiváveis e ainda não exploradas também, se prestariam como cobaias para seus grandes projetos.
Deles, além dos recursos naturais e minerais; a mão-de-obra barata a ser explorada, a produção de alimentos para atender a oferta em atacado e a preço barato, seria possível.
Também já sabiam eles que em chegando com dinheiro, recursos para financiar e extrair daí o produto que quisesse, o resto seria um passeio. Começariam pelo governo, pelos bancos…
Afinal, viram o dinheiro, teriam o dinheiro e poderiam usar dele, se beneficiar dele, tirar as vantagens que ele oferece.
Só teriam para ter isso que “vender à própria pátria” e, com os argumentos que traziam, isso passaria ao largo de ser crime.
Para produzir aqui o que queriam, o grão e a carne, a fruta,…. precisariam de eficiência. Ou seja, menos gente no campo.
Daí que inventaram outra forma para “limpar o campo”: Aliaram-se a outros segmentos da sociedade e mostraram também a eles a beleza que a riqueza promove.
Foi um “ver e defender” no minuto seguinte e os chamados líderes de “movimentos sociais” começaram a aparecer. E, estes incentivavam a venda ou aventura de famílias para debaixo das lonas onde, “o governo”, também manipulados por àqueles, agiria (no futuro) a seu favor.
O que apareceu de amigos e parceiros para motivar até o abandono de pequenas propriedades, para ir para os acampamentos do “movimento”. Claro, seus líderes, viviam e teriam um futuro bem diferente daqueles “colonos reformados” teriam no futuro. Ao menos se apregoava isso.
Deu no que iria dar: a ida daqueles para as periferias da cidade. Mas, conforme o também planejado, isso aconteceria de forma mais lenta, menos visível para não motivar revoltas e, o interesse do grande capital que se valia do Estado e seus parceiros corruptíveis, seria um passeio; como foi.

Uma outra grande preocupação destes financistas da produção de alimentos, para o mundo, tinham outra preocupação: pacificar o espírito dos manipulados e críticos:
Então, através da propaganda e do financiamento e suborno de centenas de políticos, aliado ao fato que a “nova agricultura” produzia (ela sim) riqueza e comida para o povo – o resto na miséria só comia o que àquela seria capaz de produzir -, as bocas foram caladas e o ciclo do processo, todo, se fechou.
Claro, não sem antes tratar de cuidar de aliar um belo visual, de riqueza, para os que “aceitaram” às condições do novo sistema, podendo estes, cada vez em menor número e mais apoderados, dispor de uma tecnologia e luxos que há pouco era inimaginável por um mortal nestas aldeões de Deus.
Convêm aqui salientar o papel pacificador das igrejas neste processo de depena; da manipulação da educação e desvirtuamento de seu real e melhor propósito; da eliminação ou doutrinação da mídia ainda livre através da sedução de oferta de valores financeiros que se encarregaria e abriria espaço para à propaganda, entre outros.. dando cabo do projeto de interesse dos grandes e gananciosos capitalistas ou, de governos que se valem do socialismo para o povo e o mundo para eles, logrando êxito na imposição da miséria para a grande maioria e na formação de um gigantesco arcabouço de faz-de-contas e sensação de felicidade que torna a massa aí, escrava, sua própria zeladora e defensora de seus algoz e da própria miséria.

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