Oitavado no balcão, pedi ao Pedro, o bolicheiro, que me servisse um trago de canha.
Sem relutar, enquanto folhava um livro grosso feito escritura sagrada, de anotações, me serviu foi um copo de guaraná, morna.
Lembrei, então: “caramba, que coisa triste, é ver um bolicheiro quebrado!
Quebrado à ponto de ter transformado o Bar do Tatú em uma igreja, juro.
Deve ser coisa dos fiscais da lei, aí de perto.
No canto, uma velha mesa de snook, com as bolas já arranhadas e pela janela, um limoeiro distanciava às frutas que, certamente, eram minguadas na mistura de alguém mais importante.

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