Os entes federativos: Município, Estado e União, na função de “pai do...

Os entes federativos: Município, Estado e União, na função de “pai do povão”

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Por J A Sartori – Economista

A ideia de que o poder público, representado em nosso país, na figura do presidente, do governador, do prefeito, uma vez apoderado e cada vez mais, venha a atender as maiores carências dos mais fragilizados, tem-se tornado capenga e a cada dia mais.
Acredita-se aí que, um Estado forte, ou qualquer um dos outros, este terá maiores facilidades para atender o que à população espera deles.
De certa forma, tal premissa é verdadeira, pois, sem ter condições, nenhum deste poderá fazer o que porventura tiver que fazer, já que há tantas demandas.
A ideia de RESPONSABILIDADE NATURAL, típica de uma formação ideológica cristã, ainda está muito arraigada na cultura ocidental onde, alguém, que não seja nós mesmos, será sempre um melhor gestor daquilo e de tudo o que nos interesse ou diga respeito. Desta forma, sairia de nós a nossa maior responsabilidade.
Mas, por incrível que pareça, não é no Ocidente que tal prática logra melhor êxito, mas em países do Oriente – China e Rússia, entre outros…
Estas duas teorias, uma de que a sociedade possa e deva se desenvolver de forma igualitária e, a outra, onde ela possa e deva se desenvolver de forma piramidal, disputam secularmente espaço entre si.
Diante de uma sociedade bastante evoluída socialmente – considerado as influências externas neutralizadas ou, de ‘ceteres paríbus’ (as demais condições se mantenham inalteradas) como explica à Economia, a cristianização da sociedade onde, o amor ao próximo, a igualdade entre todos em tudo seria o adequado, talvez fosse o melhor sistema.
Diante de uma sociedade bastante evoluída economicamente – desconsiderando aí, necessariamente, as condições externas e que possam e devam influenciar à economia do ente considerado, a situação piramidal da sociedade, parece ser sim a melhor. Aí vale, digamos, à “meritocracia” ou, a meritocracia, se é que dá para me fazer entender.
Considerando, outra vez, as duas análises, da situação de uma sociedade posta de forma igualitária e a outra, de forma piramidal, podemos também considerar que, afora os grandes e apaixonantes propósitos do dito “cristianismo” onde, o “amor ao próximo deve ser à prioridade, que não o respeito à Deus por primeiro”, a verdade é que o elemento que deve e, ou deveria exercitar tal prática – contam -, teria sido “tocado” pelo pecado.
E, aí, àquela possibilidade de se espraiar um mundo onde grande parcela “são de pessoas boas”, é algo ainda bastante raro. Mesmo àqueles tocados pela singeleza da pobreza, uma vez de posse de alguma forma de poder, transformam-se.
Tal fenômeno já havia sido alertado pelo próprio Cristo ao referir-se ao hoje proclamado, representante da igreja na terra: Mesmo diante de tantas alegações que Comigo desceria até os porões da morte, “antes que o galo cante, ter-me-á negado três vezes”.
E, no que deu, todo mundo praticamente já sabe.
Concluindo este rápido estudo….
Então, a ideia do ideal, do melhor, é algo desejado por todos.
Defender palavras bonitas, arquiteturas lindas, imaginários miraculosos, é divino.
Mas, diante do que somos, como ainda nos portamos arrastando atrasos à tanto, às vezes, será no nosso sacrifício o lugar que encontraremos ainda o melhor apoio para nossa evolução. E, portanto, a ideia de que será em uma sociedade com alguma predominância piramidal – por enquanto -, é a que nos dá as melhores perspectivas de evoluirmos até o próximo estágio de desenvolvimento que tarda, mas que a cada dia nos aproxima de forma mais rápida – acredito -, de chegarmos de alguma forma até ela. Ou, nos extinguiremos como espécie inteligente de uma vez por todas.

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